O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta terça-feira (4) sua penúltima reunião do ano, com ampla expectativa de manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 15%. O anúncio oficial está previsto para quarta-feira (5), e o foco do mercado se volta agora ao comunicado do BC, que pode indicar os próximos passos da política monetária, especialmente sobre eventuais cortes a partir de 2026.
Apesar de sinais de melhora no cenário econômico, como a redução da projeção de inflação para 4,55% ao fim de 2025 — conforme o Boletim Focus, pela sexta semana consecutiva —, analistas avaliam que ainda não há condições suficientes para iniciar um ciclo de afrouxamento monetário. A inflação ainda se mantém acima da meta oficial, e fatores como consumo elevado, pressão nos serviços e um mercado de trabalho resiliente sustentam a cautela da autoridade monetária.
Especialistas como Gustavo Sung, da Suno Research, e Felipe Salles, do C6 Bank, afirmam que o atual patamar elevado dos juros tem sido essencial para a consolidação do processo de desinflação e para ancorar as expectativas no médio prazo. Eles avaliam que a manutenção da taxa até o fim do ano contribui para uma desaceleração mais firme da economia, condição vista como pré-requisito para uma futura redução dos juros.
O ambiente externo, com menor incerteza na política monetária dos Estados Unidos, e fatores domésticos como a valorização cambial, queda nos alimentos e estabilidade das commodities também contribuem para um cenário de desinflação, mas ainda insuficiente para alterações imediatas na Selic.
Da Redação
Com informações da CNN Brasil
Foto: Divulgação
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