Marius Borg Høiby, de 28 anos, filho da princesa herdeira Mette-Marit e enteado do príncipe herdeiro Haakon da Noruega, foi formalmente acusado por uma série de crimes graves, incluindo quatro estupros — um deles com penetração e três sem — além de violência doméstica, agressões físicas, infrações de trânsito e danos materiais. A promotoria norueguesa confirmou as acusações nesta segunda-feira (18), após uma investigação policial que durou cerca de um ano.
O julgamento está previsto para começar no início de 2026 e pode se estender por até seis semanas. Se condenado pelas acusações mais graves, Høiby poderá enfrentar até 10 anos de prisão.
Apesar de ser filho da princesa Mette-Marit, Marius não possui título nobre e está fora da linha de sucessão ao trono. O Palácio Real comentou o caso com cautela, afirmando por meio de nota que “cabe aos tribunais julgar este caso e chegar a uma decisão”.
Acusações negadas em parte pela defesa
A defesa de Høiby, representada pelo advogado Petar Sekulic, confirmou que o acusado nega os crimes mais graves, como estupro e violência doméstica. Segundo Sekulic, no entanto, ele está disposto a se declarar culpado por “acusações menores” quando o julgamento for iniciado.
Parte das acusações está embasada em vídeos registrados das supostas agressões, conforme revelado pela promotoria. O caso já vinha sendo investigado desde o ano passado, quando Høiby foi brevemente detido por uma semana, em novembro de 2024.
Histórico de violência e confissão parcial
Em 2023, Marius Borg Høiby já havia sido apontado pela polícia como suspeito de agressão física contra uma ex-namorada. Na ocasião, ele admitiu ter agido de forma violenta, sob efeito de drogas e álcool, e de ter destruído parte do apartamento da vítima. “Me arrependo dos meus atos”, declarou ele à imprensa naquele momento.
Agora, com 32 acusações formais contra si, o filho da princesa enfrenta o julgamento mais complexo já envolvendo alguém tão próximo da família real norueguesa.
A promotora do caso, Sturla Henriksboe, foi direta ao comentar o processo: “Cabe aos juízes decidir se ele é culpado”.
Com Informações da Radio Itatiaia/ AFP/
Foto: Reprodução/ X
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