A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) foi encerrada em Belém neste sábado (22), com a presidência brasileira destacando avanços na agenda de adaptação climática, na implementação de ações internacionais e no debate sobre a redução da dependência de combustíveis fósseis. Representantes do Ministério do Meio Ambiente apresentaram um balanço das negociações e dos consensos alcançados.
Segundo o embaixador André Corrêa do Lago, o pacote de adaptação iniciou com mais de 100 indicadores e foi concluído com 59, após reorganização das métricas. A discussão sobre combustíveis fósseis ganhou força com o posicionamento público do presidente da República, que colocou o tema no centro das negociações. A presidência brasileira deve continuar reunindo pesquisas e propostas para orientar os países na transição energética.
A secretária-executiva Ana Toni ressaltou que a COP30 apresentou avanços concretos, incluindo 120 planos de aceleração em setores produtivos e 29 documentos aprovados. Ela destacou o fortalecimento da agenda oceânica, a inclusão inédita de mulheres e meninas afrodescendentes e o compromisso de triplicar o financiamento internacional para adaptação até 2035.
A negociadora-chefe Liliam Chagas apontou que o conjunto de indicadores aprovado servirá como referência para medir o progresso das políticas climáticas. Foram anunciados o fortalecimento do Acelerador Global de Ação Climática e a criação de um fórum internacional sobre comércio e clima. A ministra Marina Silva destacou que a integração entre mitigação e adaptação é essencial e defendeu condições diferenciadas para países pobres e dependentes do petróleo na transição energética.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/COP30 Brasil Amazônia/PR
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