A adoção de sistemas agroflorestais tem avançado em Botuporã, onde práticas que combinam produção agrícola e preservação ambiental vêm sendo incentivadas por projetos de cooperação internacional. A técnica, apontada por especialistas como estratégica para mitigar e adaptar os efeitos da mudança do clima, alia cultivo de lavouras à presença de árvores de grande porte, promovendo equilíbrio ecológico e redução de emissões de carbono.
O modelo, baseado na lógica da biodiversidade, reduz o uso de insumos químicos e melhora a resiliência de lavouras diante de períodos de estiagem e eventos climáticos extremos. Em Botuporã, um consórcio iniciado em 2021 com municípios da França tem permitido capacitação de agricultores, intercâmbio de experiências e estreitamento de práticas de agroecologia aplicadas ao semiárido baiano.
A iniciativa levou jovens do município à imersão em técnicas sustentáveis no exterior e recebeu voluntárias francesas interessadas na agricultura orgânica local. As ações resultaram na publicação de um livro que reúne os principais aprendizados do intercâmbio, apresentado recentemente em Salvador. Moradores relatam que a prática fortalece a produção sustentável e incentiva consciência ambiental intergeracional.
Especialistas apontam que a expansão de agroflorestas pode ampliar a geração de renda, restaurar áreas degradadas e aumentar a capacidade de retenção de água no solo. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a técnica integra propostas apresentadas durante a COP30 e representa alternativa viável para fortalecer sistemas produtivos sustentáveis no país.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil
Foto: Yago Fagundes/Divulgação
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