Agentes comunitários de saúde (ACS) e de combate às endemias (ACE) que atuam no município de Passos, no Sul de Minas, concluíram nesta semana uma etapa inédita de qualificação profissional. Ao todo, 69 servidores receberam certificados de formação técnica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), após 18 meses de estudos e uma carga horária de 1.275 horas, em curso realizado na modalidade de ensino a distância.
A certificação ocorreu na quinta-feira (11), em cerimônia na Câmara Municipal de Passos, e representa um avanço na qualificação da força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS) na região atendida pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Passos. Participaram do evento enfermeiras preceptoras do curso, representantes da Secretaria Municipal de Saúde e da SRS.
Com a conclusão do curso, os ACS passam a atuar oficialmente como técnicos em agente comunitário de saúde, com foco na identificação, prevenção e controle de doenças e agravos. Já os ACE foram habilitados como técnicos em vigilância em saúde com ênfase no combate às endemias, ampliando a capacidade de atuação no enfrentamento de riscos sanitários nos territórios onde trabalham.
A iniciativa integra o Projeto Mais Saúde com Agente, uma parceria entre a UFRGS, o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Esta foi a segunda turma formada em Passos. A primeira, concluída em 2023, certificou 133 profissionais. Nesta edição, foram 54 ACE e 15 ACS, todos com ensino médio completo ou em fase de conclusão.
Para o secretário municipal de Saúde, Randal Vargas, a qualificação representa um ganho direto para a população usuária do SUS. “Os agentes vêm se adequando, melhorando, para que o conhecimento venha ao encontro das necessidades da população”, afirmou.
A ampliação das atribuições técnicas dos agentes também foi destacada pelo representante da SRS Passos, Gilmar Antonio Batista Machado. Segundo ele, a formação fortalece a Atenção Primária ao permitir maior resolutividade no cuidado diário. “A partir do momento que o agente comunitário passa a ter novas habilidades, como aferição de pressão, curativo ou teste de glicemia, o usuário passa a contar com mais essa possibilidade de cuidado, realizada por alguém com quem já tem vínculo”, disse.
A coordenadora municipal da Atenção Primária à Saúde, Clarissa Carneiro Leão Batista, ressaltou que a educação permanente é essencial diante das mudanças constantes nas políticas públicas de saúde. “As políticas de Atenção Primária e de Vigilância em Saúde mudam a todo momento. Então, a partir do momento que eu tenho uma reciclagem, que eu faço um curso, que eu me aperfeiçoo naquilo, eu consigo ofertar melhor o trabalho desenvolvido para a comunidade, tanto o ACS quanto o ACE”, avaliou.
Entre os formandos, a técnica em agente comunitária de saúde Maria do Carmo Anastácio Brito destacou o impacto prático da qualificação no atendimento domiciliar. “Às vezes, o paciente está em casa, não está se sentindo bem, e tem aquela necessidade de ir até a unidade de saúde. E a gente pode ir à casa dele para adiantar essa parte. Isso facilita muito a vida dele, porque a nossa função, o nosso trabalho é estar ali no dia a dia, dentro da casa, dentro da vida do paciente”, afirmou.
Da Redação do Jornal Panorama
Com as informações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais
Foto: Ascom SRS Passos/Enio Modesto
Jornal Panorama Minas – Grande Circulação no Estado de Minas Gerais – Noticiando o Brasil, Minas e o Mundo – 50 anos de jornalismo ético e profissional
