Representantes de 14 municípios participaram, nesta segunda-feira (20), em Itaobim, do segundo encontro regional de interiorização do processo participativo do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG 2024-2027), promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A ausência de representantes do Executivo estadual e a baixa execução das emendas populares foram os principais pontos de crítica dos participantes.
Durante a reunião, o deputado Ricardo Campos (PT), presidente da Comissão de Participação Popular, lamentou a não participação das secretarias estaduais de Planejamento e Gestão e de Governo, destacando que a ausência demonstra uma tentativa de esvaziar a participação cidadã na definição do orçamento. Já o deputado Doutor Jean Freire (PT) ressaltou que apenas 1,6% das emendas populares aprovadas em 2024 foram pagas, embora essas representem apenas 0,002% da receita do Estado.
Os grupos de trabalho discutiram propostas para áreas como segurança hídrica, meio ambiente, empreendedorismo e desenvolvimento regional. A recuperação de nascentes, construção de barragens e ações de apoio a pequenos produtores e artesãos foram priorizadas como soluções para enfrentar a escassez hídrica e promover o crescimento econômico da região.
Apesar dos desafios, os participantes reforçaram a importância da mobilização social no processo orçamentário. A região intermediária de Teófilo Otoni, onde está Itaobim, receberá 2,35% do orçamento estadual previsto para 2026, o equivalente a R$ 3,725 bilhões. O ciclo de debates do PPAG continuará em Coronel Fabriciano e Natalândia, com etapa final prevista para Belo Horizonte.
Da redação com informações da ALMG
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