O Brasil continua entre as economias mais fechadas do mundo, o que limita seu desenvolvimento, restringe a produtividade e afeta diretamente a renda da população. Essa é a principal conclusão de estudo do Centro de Debates de Políticas Públicas (CDPP), que propõe uma nova agenda de abertura comercial e integração às cadeias globais.
Desde 1981, o país tem avançado a uma taxa média de crescimento de apenas 2,5% ao ano, contra 7,5% no período entre 1950 e 1980. O principal fator por trás da estagnação é a baixa produtividade, que aumentou somente 0,5% ao ano desde 1981. A agropecuária teve destaque com 6% ao ano, mas a indústria recuou 0,3% e os serviços — que concentram 70% das horas trabalhadas — não apresentaram crescimento relevante.
O sistema tarifário brasileiro impõe entraves significativos. Com tarifas que chegam a 11,5% no setor de máquinas e equipamentos, o país dificulta a modernização de suas indústrias. Além disso, 86% do valor das importações está sujeito a barreiras não tarifárias, como regulações e burocracia aduaneira, o que pode aumentar os preços em até 2,4 vezes. O resultado é uma menor inserção internacional, com o Brasil respondendo por pouco mais de 1% do comércio global.
O estudo defende uma abertura gradual e estruturada da economia, com meta de reduzir a tarifa média de importação para 6% em até quatro anos. Entre as propostas estão a simplificação do regime tributário, reavaliação do Mercosul, adesão a novos acordos comerciais e maior integração às cadeias globais de valor. Segundo os autores, os impactos sobre o emprego seriam positivos, com criação líquida de vagas mesmo em setores sensíveis.
Da Redação
Com informações da Prefeitura do Brasil Foto: Freepik
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