O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, criticou duramente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após ser alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na madrugada desta quinta-feira (21). A ação ocorreu no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando Malafaia retornava de Portugal.
Segundo o pastor, foram apreendidos seu celular, passaporte e cadernos com anotações religiosas. Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia afirmou estar sendo vítima de perseguição política e religiosa, e acusou Moraes de vazar ilegalmente conversas privadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também comparou a atuação do STF à polícia política nazista e convocou um ato público para o dia 7 de setembro, na Avenida Paulista.
Silas Malafaia é investigado por suposta participação em articulações que visavam pressionar o STF por meio de sanções internacionais e influenciar o julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado. De acordo com a PF, o pastor teria atuado junto a Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo para interferir politicamente nas decisões da Corte.
Como parte das medidas cautelares, Malafaia está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados. A operação que o atingiu também resultou no indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.Da Redação Com informações da Polícia Federal
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