A Casa da Cultura de Lavras protagonizou uma celebração emocionante da história, da cultura e da identidade local com o lançamento de três documentários produzidos com recursos da Lei Paulo Gustavo no dia 8 de abril. As produções são assinadas pela cineasta Giselle Tronquini e pelo historiador Geovani Németh, e trazem à tona capítulos marcantes da memória coletiva do município, especialmente em relação ao patrimônio cultural e à herança da comunidade negra.
Os documentários lançados foram “Prof. José Luiz de Mesquita e a Preservação da Igreja do Rosário de Lavras”, “A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a herança cultural da comunidade negra de Lavras” e “Verônica e Sant’Ana: A redescoberta dos patrimônios culturais de Lavras”.
Cada obra oferece uma perspectiva sensível e fundamentada sobre o passado e o presente da cidade, destacando o papel de agentes locais na preservação da memória e dos bens culturais, muitas vezes invisibilizados. Ao mesmo tempo, os filmes reforçam a importância do patrimônio como elemento vivo, que ainda pulsa nas manifestações, práticas e tradições da população lavrense.
A assessora de Cultura do município, Lucinda Nunes, destacou o impacto da iniciativa. Ela afirmou que essas ações valorizam a cadeia produtiva da cultura e impulsionam o desenvolvimento cultural da cidade.
A programação cultural impulsionada pela Lei não parou por aí. Na semana passada, também foi realizada a oficina “E se a minha história fosse um filme?”, promovida pelo Festival Socioambiental de Filmes (VERdeCINE). A atividade, voltada para a escrita e construção de personagens fictícios no cinema, foi conduzida em dois módulos pelos roteiristas e diretores Pedro Michelli e Cristiane Pederiva, nomes com ampla experiência em televisão, documentários e vídeos educativos.
A oficina buscou estimular o olhar criativo dos participantes, promovendo o exercício da narrativa autoral e da expressão audiovisual como ferramentas de transformação social. Com isso, Lavras reforça sua posição como cidade que não apenas preserva sua história, mas também incentiva novas formas de contar e reinventar suas vivências.
Por Leonardo Souza
Com as informações e fotos: Prefeitura de Lavras
