No povoado Centro do Chico, em Coroatá (MA), a mecanização do babaçu trouxe mudanças significativas na rotina de 32 famílias que antes viviam da quebra manual do fruto. A iniciativa é da startup Apoena, que compra o coco in natura, processa de forma mecanizada e transforma o babaçu em diversos produtos, como óleo, cosméticos, carvão, adubo e biocombustíveis, gerando renda e qualidade de vida para as comunidades tradicionais.
Desde 2019, a Apoena já processou mais de 268 toneladas de coco babaçu. Com apoio do Sebrae, por meio dos programas Inova Amazônia e Inova Cerrado, além de soluções do Sebraetec, a empresa desenvolveu embalagens, acessou novos mercados e ampliou a comercialização online. Hoje, emprega 10 pessoas e tem 32 famílias fornecedoras. O destaque atual é o bioativo para diesel, um aditivo vegetal que melhora a eficiência do combustível e será apresentado na COP30, promovendo a bioeconomia e a preservação ambiental.
O babaçu, que antes tinha aproveitamento limitado à amêndoa, agora gera produtos a partir do epicarpo, mesocarpo e endocarpo. Essa diversificação permitiu que mais moradores da região participassem da cadeia produtiva, como lavradores que recolhem o fruto e complementam sua renda. A expectativa é que a indústria fomente o desenvolvimento econômico do município com a geração de emprego e renda local.
O Maranhão possui cerca de 8 milhões de hectares de babaçu e é o estado com maior população dependente da extração do fruto. Para Maria Leonarda Brandão, quebradeira de coco, a transformação é visível: “Quem diria que um dia nós íamos falar para o mundo?”. A fala reflete a importância da valorização da floresta em pé e da sustentabilidade como caminho para o futuro das comunidades tradicionais.
Da Redação
Com informações da Agência Sebrae
Foto: Taciano Brito/Amazônia Vox
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