Belo Horizonte sediou nesta quinta-feira (25) uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para discutir o acolhimento de crianças com autismo nas escolas e as denúncias de recusa de matrículas, mesmo com a legislação vigente que proíbe essa prática.
O encontro, solicitado por diversos parlamentares e conduzido pelo deputado Professor Wendel Mesquita (Solidariedade), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, reuniu mães atípicas, entidades e familiares que relataram casos de exclusão, preconceito e dificuldades cotidianas enfrentadas por crianças com TEA no ambiente escolar.
O caso mais recente e de grande repercussão foi o do goleiro Cássio Ramos, do Cruzeiro, que denunciou as dificuldades para garantir o direito à educação da filha Maria, de 7 anos, incluindo a recusa da escola em permitir a presença de acompanhante.
Durante a audiência, mães relataram episódios de exclusão em atividades escolares, festas e até sugestões veladas para que retirassem os filhos da escola. Wanessa de Souza afirmou que a experiência escolar do filho foi traumática e apontou falta de interesse das instituições. Já Vanessa Cardoso de Araújo contou que seu filho está fora da escola desde maio, por falta de acolhimento. “Até hoje a escola só trouxe traumas para o meu filho”, declarou Wanessa. O deputado Wendel destacou: “Nenhuma escola pode se recusar a receber matrícula de uma criança por sua condição”.
Da Redação com informações da ALMG.
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