O Mundial de Clubes de 2025, encerrado neste domingo (13) com a vitória do Chelsea sobre o PSG por 3 a 0 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, foi tratado pela Fifa como uma preparação prática para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Com 32 clubes participantes, o novo formato serviu para antecipar desafios logísticos, estruturais e operacionais que devem se repetir no próximo ano, quando a Copa do Mundo terá 48 seleções e 104 jogos — um aumento em relação aos 64 da edição anterior, no Catar.
“Foi um ensaio geral para a Fifa”, avaliou Alan Rothenberg, ex-presidente da Federação de Futebol dos EUA e organizador da Copa de 1994. Segundo ele, a entidade ganhou experiência sobre como coordenar um torneio em múltiplas cidades em um país com dimensões continentais.
Durante o torneio, críticas foram feitas em relação ao calor excessivo, à qualidade dos gramados e à logística dos deslocamentos. A FIFPRO, entidade global de jogadores, apontou riscos à saúde dos atletas. Enzo Fernández, do Chelsea, descreveu o calor como “muito perigoso”.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reconheceu os problemas e disse que mudanças estão sendo planejadas para 2026. Segundo ele, estádios com cobertura e climatização serão utilizados — como os de Atlanta, Dallas, Houston e Vancouver —, além de medidas como pausas para hidratação e cuidados com a grama.
A Fifa ampliou sua presença nos EUA, com novos escritórios em Miami e Nova York e um centro de transmissão em Dallas, que será usado durante todo o ciclo até a Copa. Uma versão reduzida desse centro já foi usada no Mundial de Clubes.
Blair Christensen, gerente de gramado do MetLife Stadium, admitiu que a equipe enfrentou dificuldades, mas afirmou que a experiência será levada em conta para a preparação da Copa de 2026.
Com Informações da Agência Brasil/ Foto: Reprodução/Instagram
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