O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deverá permanecer internado entre 5 e 7 dias após a cirurgia de hérnia inguinal bilateral, que será realizada na quinta-feira (25), às 9h, no Hospital DF Star, em Brasília. A informação foi confirmada pela equipe médica, que detalhou o processo de recuperação e as regras de segurança durante o período de internação.
O cirurgião-geral Claudio Birolini, responsável pela operação, explicou que o pós-operatório de Bolsonaro exigirá cuidados com feridas, fisioterapia e prevenção de trombose. “O pós-operatório requer uma série de cuidados, como cuidado de feridas, fisioterapia e cuidados com trombose”, afirmou o médico. O período de internação será reavaliado após a cirurgia, com a expectativa de que o procedimento ocorra sem maiores complicações, já que é uma cirurgia eletiva e programada.
A cirurgia de hérnia inguinal bilateral foi escolhida devido ao histórico clínico de Bolsonaro, que já passou por outras cirurgias abdominais. De acordo com o cirurgião, a formação da hérnia é um reflexo da idade e dos procedimentos anteriores. “Os quadros de soluço também aumentaram a pressão intra-abdominal, colaborando para a manifestação da hérnia inguinal”, explicou Birolini, que destacou que a cirurgia não irá tratar os episódios de soluço, que são um problema à parte.
Após a cirurgia, a equipe médica considerará a possibilidade de realizar um novo procedimento para aliviar os soluços persistentes de Bolsonaro, possivelmente por meio de um bloqueio anestésico do nervo frênico, o que poderia cessar a condição. O cirurgião afirmou que esse bloqueio é um procedimento relativamente seguro, e será reavaliado após a cirurgia de hérnia.
Em relação à segurança e vigilância do ex-presidente durante o período hospitalar, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal seja responsável pela vigilância 24 horas do ex-presidente, com no mínimo dois policiais posicionados na porta do quarto. Também ficou estabelecido que dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, sejam proibidos no quarto hospitalar, exceto os equipamentos médicos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi autorizada a acompanhar o ex-presidente durante toda a sua internação, enquanto outras visitas só poderão ocorrer com autorização judicial prévia.
A defesa de Bolsonaro também apresentou ao STF os nomes dos médicos que participarão do procedimento.
São eles:
• Dr. Wallace Stwart Carvalho Padilha — clínico geral;
• Dr. Allisson Bruno Barcelos Borges — diretor-geral do Hospital DF Star;
• Dr. Claudio Birolini — cirurgião geral;
• Dr. Brasil Ramos Caiado — médico cardiologista.
O ex-presidente segue agora com os preparativos para a cirurgia, que deverá ser realizada em breve, com toda a assistência necessária para a sua recuperação.
Da redação do Jornal Panorama
Com informações: CNN Brasil
Imagem: jairmessiasbolsonaro/Instagram
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