Baixos salários, assédio moral e adoecimento mental estão entre os principais problemas enfrentados pelos assistentes sociais em Minas Gerais, conforme relato de participantes de audiência pública realizada nesta sexta-feira (27/9), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro foi promovido pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, a pedido do deputado Betão (PT).
A principal proposta apresentada durante o evento foi a criação de um sindicato específico para a categoria. Atualmente, os profissionais são representados por sindicatos por ramo de atividade, como saúde e educação. Para a assistente social Berenice Dias Pinto, que integra a comissão de criação do novo sindicato, a mudança é necessária para garantir maior representatividade e enfrentamento das condições precárias de trabalho.
Segundo Berenice, Minas Gerais tem cerca de 21.800 assistentes sociais. Destes, 42% são servidores públicos concursados e 30% atuam com vínculos precários. Além dos baixos salários — em alguns casos, inferiores ao salário-mínimo —, muitos precisam manter dois empregos e enfrentam falta de estrutura, como relataram profissionais das cidades de Pirapora, Buritizeiro e Sete Lagoas.
Entre as reivindicações da categoria estão a criação de um piso salarial nacional de R$ 5.500, a jornada de 30 horas semanais — prevista em lei federal — e melhores condições de trabalho. Os profissionais também pedem a vinculação de orçamento mínimo para a assistência social. A deputada Ana Paula Siqueira (Rede), assistente social de formação, defendeu em vídeo o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
Da Redação Com informações da ALMG.
Foto: Willian Dias
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