A pesquisa “Empreendedorismo Negro no Brasil”, do Sebrae, mostra que as empreendedoras negras no país têm nível de escolaridade semelhante ao dos homens brancos, mas enfrentam forte desigualdade de renda. Segundo o levantamento, 65% delas possuem ensino médio completo ou mais, enquanto o rendimento médio é de R$ 1.986 — valor 27% menor que o dos homens negros, 48% inferior ao das mulheres brancas e 61% abaixo dos homens brancos.
O estudo indica que o racismo estrutural segue como barreira central para esse grupo. A gestora nacional de Afroempreendedorismo do Sebrae, Fau Ferreira, afirma que produtos criados por mulheres negras tendem a ser desvalorizados no mercado, apesar de apresentarem qualidade equiparada à de itens vendidos por grandes marcas.
A empreendedora Brenda Prates, criadora do Clube Raiz, relata que iniciou seu negócio ao identificar a falta de produtos e informações voltadas para cabelos com curvaturas diversas. Desde 2019, ela atua com loja física e vendas para todo o país, destacando que o desafio maior é manter relevância e competitividade diante das mudanças do mercado.
O Sebrae avalia que o crescimento do empreendedorismo negro tem ganhado visibilidade, mas ainda enfrenta entraves como informalidade e falta de oportunidades estruturadas. A qualificação e o incentivo educacional são apontados como caminhos para fortalecer a atuação das mulheres negras no setor.
Da Redação
Com informações da Agência Sebrae
Foto: Divulgação
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