Prisioneiros palestinos libertados na primeira fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza relataram abusos físicos e psicológicos durante o período em que estiveram detidos em prisões israelenses. A libertação ocorreu neste domingo (13), com a saída de dezenas de detentos, muitos dos quais foram recebidos em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.
Ahmed Awad, condenado a três penas de prisão perpétua por assassinato, afirmou que os prisioneiros sofriam espancamentos e humilhações diárias sem justificativa. Outro libertado, Faisal Mahmood Abdullah Al Khaleefi, que cumpria pena de 10 anos por porte ilegal de armas e crimes de segurança, declarou que nem mesmo os médicos prestavam assistência adequada, chegando a agredir os presos. Segundo ele, detentos eram deixados no sol e no cascalho por longos períodos.
Organizações palestinas, como a Comissão para os Assuntos dos Prisioneiros Palestinos e a Sociedade Palestina de Prisioneiros, denunciaram sinais visíveis de tortura em muitos dos detentos, especialmente os oriundos da Faixa de Gaza. A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino informou que alguns libertados foram agredidos antes do embarque, resultando em fraturas e lesões graves.
O Serviço Prisional de Israel declarou à CNN que não tem conhecimento das alegações e que, segundo suas informações, nenhum incidente do tipo ocorreu sob sua responsabilidade.
Da Redação Com informações da CNN Brasil
Foto: Faiz Abu Rmeleh/Getty Images
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