O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abrirá a Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23), com um discurso centrado na defesa da soberania nacional, do multilateralismo e de uma ordem internacional baseada em regras. A fala buscará se contrapor ao discurso esperado do ex-presidente americano Donald Trump, também presente no evento, marcado por posições nacionalistas e contrárias a organismos multilaterais.
Segundo fontes do governo brasileiro, Lula destacará a rejeição a sanções unilaterais, o reforço à cooperação internacional e o apelo por soluções diplomáticas para conflitos como o de Gaza. A defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU e da solução de dois Estados para a Palestina também estarão entre os principais pontos. O presidente utilizará o palco internacional para reiterar o protagonismo do Brasil na política global e nas negociações ambientais, especialmente com a realização da COP30 em Belém.
Lula deve fazer críticas indiretas às tarifas e punições econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil por meio da Lei Magnitsky, reforçando que nenhuma nação deve aceitar ingerência em assuntos internos. Já em relação à guerra na Ucrânia, o tom será mais contido, refletindo a relação comercial e diplomática do Brasil com a Rússia. A presença de Trump, de Netanyahu, de Zelensky e de Lavrov reforça o ambiente de tensão geopolítica da assembleia deste ano.
O evento ocorre em meio à intensificação da guerra em Gaza, à paralisia do Conselho de Segurança da ONU por vetos dos EUA e da Rússia e à expectativa de reconhecimento do Estado Palestino por parte de dez países durante conferência paralela. Para Lula, o momento representa uma oportunidade de reforçar sua imagem como liderança do Sul Global em defesa do diálogo e da cooperação internacional.
Da Redação com informações da CNN Brasil.
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