Familiares de reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza realizaram protestos nesta sexta-feira (5) em diferentes cidades de Israel, cobrando o governo pela retomada de negociações diplomáticas. As manifestações, organizadas pelo Fórum das Famílias dos Reféns, marcam os 700 dias desde o início da ofensiva militar israelense contra Gaza.
Em Tel Aviv, ativistas exibiram uma ampulheta e escreveram a palavra SOS no chão para simbolizar a urgência da situação. Em Kiryat Gat, no sul de Israel, Silvia Cunio, mãe de dois reféns, afirmou que a família sofre “por causa de uma política patética”. Arbel Yehud, ex-refém, também discursou, destacando que cada minuto em cativeiro representa risco de morte.
O Hamas divulgou, ainda nesta semana, um novo vídeo de reféns, incluindo Guy Gilboa-Dalal e Evyatar Daviv. As imagens, que não tiveram a autenticidade confirmada, mostram um dos homens pedindo a Benjamin Netanyahu que suspenda a ofensiva em Gaza. O Exército israelense alertou que a nova ofensiva pode aumentar o risco de mortes ou desaparecimentos entre os reféns.
A guerra começou em 7 de outubro de 2023, após ataques do Hamas que deixaram mais de 1,2 mil mortos em Israel e 251 pessoas sequestradas. Desde então, mais de 64 mil palestinos morreram em ataques israelenses, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza. A África do Sul e entidades de direitos humanos denunciaram a ofensiva ao Tribunal Internacional de Justiça, classificando-a como genocídio.
Da Redação Com informações da Agência Brasil.
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