O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) confirmou na segunda-feira (14/07) que está disposto a sacrificar seu mandato, permanecendo nos Estados Unidos até que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, perca a capacidade de prendê-lo. Desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro se encontra nos Estados Unidos e pediu licença do mandato até o dia 20 de julho de 2025. No entanto, ele afirmou que, por ora, não retornará ao Brasil por temer ser “perseguido e preso” por Moraes. O deputado declarou que sua volta só ocorrerá quando o ministro não tiver mais força para processá-lo.
Bolsonaro explicou sua decisão de permanecer fora do Brasil. Segundo ele, seu trabalho atual nos Estados Unidos é mais significativo do que o que poderia realizar no Brasil, onde alegou que o STF e Moraes tentariam limitá-lo, retirando seu passaporte e o colocando “de refém”. “Eu tô me sacrificando, sacrificando o meu mandato para levar adiante a esperança de liberdade”, afirmou o deputado. Além disso, Eduardo mencionou que não precisa mais do cargo de parlamentar para ter acesso a espaços importantes no exterior. “Eu não preciso mais de um diploma de deputado federal para abrir portas e os acessos que tenho aqui”, completou.
As críticas contra sua decisão de se exilar nos Estados Unidos também foram abordadas por Eduardo Bolsonaro, que se defendeu ao afirmar que sua presença no país foi fundamental para atrair a atenção para a política brasileira. “O que no começo eles fizeram chacota do meu exílio aqui, me chamando de covarde, de fujão, foi um catalizador essencial para que a gente chamasse a atenção da maior potência econômica do mundo”, disse ele, destacando a importância de sua atuação para a visibilidade internacional do Brasil. Segundo o deputado, sua abordagem ajudou a colocar o Brasil na pauta das discussões globais, ao lado de temas como a China, a União Europeia e a guerra na Ucrânia.
No contexto das movimentações políticas, o Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou, no último domingo (13), um pedido ao STF para que o mandato de Eduardo Bolsonaro fosse cassado. A acusação aponta que o deputado tem se dedicado a articular sanções econômicas contra o Brasil, o que, segundo o partido, comprometeria a soberania nacional. Além disso, em maio de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para investigar o envolvimento de Bolsonaro em possíveis sanções norte-americanas contra o ministro e outras autoridades brasileiras.
Em fevereiro de 2025, o PT também havia solicitado ao STF que o passaporte de Eduardo fosse apreendido, alegando que ele violava a soberania nacional ao criticar o Judiciário brasileiro enquanto estava no exterior. Na mesma data do pedido, Eduardo Bolsonaro viajou para os Estados Unidos, onde permanece desde então. “Nunca imaginei que eu faria uma mala de 7 dias para não mais retornar para minha casa, mas hoje vejo com clareza que Deus está me mostrando o caminho”, afirmou ele, destacando sua convicção de que seu trabalho nos Estados Unidos é mais relevante neste momento.
Da redação do Jornal Panorama
Com informações: CNN e Brasil Paralelo
Imagem: Bolsonarosp/Arquivo Pessola/Instagram
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