Dados preliminares divulgados na sexta-feira, 27 de junho, pelo IBGE indicam que, pela primeira vez desde 1991, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram saldos migratórios negativos, registrando mais saídas do que entradas de moradores entre 2017 e 2022. São Paulo perdeu 89,5 mil habitantes no período, enquanto o Rio contabilizou a saída de 165,3 mil pessoas. Essa reversão inédita aponta para o esgotamento da capacidade de atração populacional dos maiores centros urbanos do país.
Na contramão, Santa Catarina liderou o crescimento populacional por migração com saldo positivo de 354,3 mil moradores vindos de outros estados, resultado da entrada de 503.580 pessoas e saída de 149.230. Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná também figuraram entre os estados que mais atraíram população, com destaque para o interior mineiro, que superou São Paulo em saldo migratório ao receber, principalmente, residentes vindos dos próprios estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A Paraíba foi a única unidade do Nordeste a registrar saldo positivo, com 30.952 pessoas.
Os dados também mostram que a migração interna é predominantemente jovem: quase um quarto dos migrantes tinha entre 25 e 29 anos. A saída de moradores de São Paulo foi puxada por um movimento de retorno à terra natal, especialmente para Minas Gerais, Bahia e Paraná. No caso do Rio de Janeiro, as principais rotas migratórias se dirigem a São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O Distrito Federal também passou a registrar evasão populacional, sobretudo com destino ao estado vizinho de Goiás, que recebeu quase metade dos seus emigrantes.
O levantamento integra o Censo 2022: Fecundidade e Migração e foi realizado com base em entrevistas em mais de 7,8 milhões de domicílios em todo o país.
Com informações: G 1
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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