No sábado, 14 de junho, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco da 17ª edição da Marcha da Maconha, que, com o lema “O Clima Tá Tenso”, defende a legalização da cannabis e a luta contra a repressão ao seu uso. O evento focou em três principais bandeiras: liberdade, direito e reparação.
Dentre os participantes, estavam o rapper Marcelo D2 e membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Luciano Carvalho, diretor estadual do MST, afirmou que a marcha se alinha às lutas do movimento, destacando a importância de unir diferentes causas em uma ação coletiva. “A marcha é um movimento tão grande, com ampla presença da juventude, que é contra discriminação e preconceitos. E aí a gente falou: por que não juntar essas pautas? Levantar nossas bandeiras contra um Estado que é opressor, contra um latifúndio agressor, destruidor da natureza e contra o preconceito”, comentou.
Marcelo D2 também se manifestou sobre a questão, ressaltando o caráter distópico da situação: “É muito importante estar aqui, tá ligado? É meio distópico que em 2025 seja necessário fazer uma marcha para legalizar a maconha, para acabar com a violência. Enquanto quase toda a América do Sul tá legalizada, a gente tá aqui no meio ilegal”, disse o rapper, refletindo sobre a persistente ilegalidade da cannabis no Brasil em contraste com outros países da América Latina.
A marcha, que reuniu um grande número de pessoas, especialmente jovens, refletiu o crescente movimento em defesa dos direitos relacionados ao uso e à legalização da cannabis no país.
Com informações: Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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