Em uma conversa realizada no sábado, 14 de junho, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, entrou em contato com o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, com o intuito de viabilizar a retirada de duas comitivas de autoridades brasileiras presentes em Israel, após o agravamento do conflito envolvendo o Irã. O Itamaraty informou que está estudando a possibilidade de evacuar as delegações por via terrestre, desde que a situação de segurança em Israel permita esse deslocamento até a fronteira com a Jordânia.
O governo brasileiro foi informado sobre a presença das comitivas no território israelense, as quais estavam participando de uma feira de tecnologia e segurança. As delegações foram convidadas pelo governo de Israel para o evento, mas a situação se complicou com o início dos bombardeios e do aumento das tensões. Desde o começo dos ataques, no dia 13 de junho, as operações no Aeroporto Internacional de Tel Aviv foram suspensas, devido à interdição do espaço aéreo em Israel, Iraque e Irã, o que impossibilitou qualquer movimento aéreo internacional.
Em resposta à crise, o Itamaraty também destacou que, em coordenação com a embaixada do Brasil em Tel Aviv, tem mantido comunicação constante com as delegações. Para garantir a segurança dos políticos brasileiros, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil estabeleceu contato com autoridades diplomáticas israelenses, com o objetivo de assegurar que as comitivas possam retornar ao Brasil assim que as condições de segurança o permitirem.
No sábado, a secretaria de África e Oriente Médio do Brasil, em contato com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, solicitou um tratamento prioritário para as delegações brasileiras, considerando a urgência da situação. Contudo, até o momento, as autoridades israelenses têm recomendado que as comitivas permaneçam em Israel, aguardando uma melhoria nas condições de segurança para um eventual deslocamento.
As comitivas brasileiras se encontram em abrigos subterrâneos, conhecidos como bunkers, para se proteger dos ataques aéreos e dos drones vindos do Irã. Entre os políticos que estão isolados em Israel estão o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ambos em locais seguros na tentativa de evitar os impactos dos conflitos.
Na sexta-feira, 13 de junho, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, havia publicado nas redes sociais que a Câmara estava atenta ao caso e trabalhando para garantir tanto a segurança quanto o retorno das autoridades brasileiras em solo israelense.
Com informações: Agência Brasil
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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