O Banco Central (BC) divulgou na terça-feira (13) que ainda há R$ 9,13 bilhões em recursos esquecidos por clientes em instituições financeiras de todo o país. Os dados, referentes ao mês de março, apontam que a maior parte desses valores, cerca de R$ 6,94 bilhões, pertence a 42.133.520 pessoas físicas. Já entre as pessoas jurídicas, o valor esquecido chega a R$ 2,19 bilhões, envolvendo 4.300.668 empresas.
Desde o lançamento do Sistema de Valores a Receber (SVR), cerca de R$ 10,02 bilhões já foram devolvidos a seus proprietários. Deste total, R$ 7,39 bilhões foram resgatados por 26.999.562 pessoas físicas, enquanto R$ 2,62 bilhões foram devolvidos a 2.692.387 empresas.
O SVR é uma plataforma criada pelo Banco Central para facilitar a consulta e o resgate de valores esquecidos em contas bancárias encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcios não resgatadas, entre outros. O serviço é totalmente gratuito e pode ser acessado pelo site valoresareceber.bcb.gov.br/publico.
Para realizar a consulta, não é necessário login: basta informar o CPF e a data de nascimento para pessoas físicas ou o CNPJ e a data de abertura para empresas — inclusive para aquelas já encerradas. Também é possível verificar valores esquecidos em nome de pessoas falecidas, mediante o fornecimento do CPF e da data de nascimento do titular.
O resgate pode ser feito de duas formas: entrando em contato direto com a instituição que detém o valor ou solicitando o resgate por meio do próprio sistema SVR. Neste último caso, é preciso ter uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro, com verificação em duas etapas habilitada. Após a autenticação, o usuário pode informar uma chave Pix (não aleatória) para receber os valores de forma prática e segura.
O Banco Central reforça que o sistema é 100% gratuito e que não envia links por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens. Qualquer tentativa de cobrança ou exigência de pagamento para liberação dos valores é golpe.
Por Leonardo Souza
Com as informações: Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
