O Projeto Rondon – Parque, Sustentabilidade e Saúde realizou, no último sábado (5/4), suas primeiras atividades no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em Belo Horizonte, das 8h às 17h. A iniciativa teve como objetivo mobilizar a população e formar agentes ambientais por meio de ações de educação ambiental. No dia 26 de abril, as atividades ocorrerão nos parques Jacques Cousteau, na região Oeste, e Ursulina de Andrade Mello, na Pampulha.
Durante a ação inicial, cerca de 100 participantes atuaram em diversas áreas do Parque Municipal e na entrada pela avenida Afonso Pena, além de alamedas e comércios próximos. As equipes abordaram temas como abandono de animais domésticos, exóticos e silvestres, prevenção de incêndios e proteção de áreas verdes, além de outras questões relevantes para cada local.
No Parque Municipal, também foram discutidos os impactos da depredação de equipamentos públicos e furtos de flora e fauna. Gelson Leite, presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), destacou que o uso responsável dos recursos naturais e dos espaços públicos é fundamental para a conservação e para o fortalecimento das ações sustentáveis.
O projeto seguirá ao longo do ano em 45 parques municipais, envolvendo equipes compostas por rondonistas, universitários, técnicos e professores. As ações buscam sensibilizar moradores das áreas próximas sobre a importância da sustentabilidade e os benefícios da conservação ambiental para a saúde física e mental. Após cada atividade, será criado um banco de dados para analisar o perfil dos participantes, suas relações com os parques e níveis de conscientização.
Antes das atividades do dia 5/4, foi realizada uma capacitação em 22 de março, com a participação de 150 estudantes, técnicos e professores de 22 universidades e faculdades. A próxima etapa de formação já conta com 160 voluntários na lista de espera.
O Projeto Rondon Minas, que coordena a iniciativa, existe desde 2005 e já atuou em mais de 160 municípios mineiros, promovendo diagnósticos socioambientais, práticas educativas e melhorias nas políticas públicas. A coordenadora Mônica Abranches reforçou que as atividades nos parques contribuem para fortalecer a cultura e o lazer em Belo Horizonte, além de colocar o conhecimento científico a serviço da sociedade.
Por Eduardo Souza
Com informações: Prefeitura de Belo Horizonte
Foto: Suziane Brugnara / Prefeitura de Belo Horizonte
