Um soldado da Polícia Militar de São Paulo prestou depoimento nesta segunda-feira (23) ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), suspeito de matar um cachorro comunitário com sete tiros na Zona Leste da capital paulista. O crime, ocorrido em janeiro, foi registrado por câmeras de segurança e causou revolta nacional. O militar responderá em liberdade por maus-tratos contra animais.
O Crime e a Vítima
As imagens do monitoramento mostram o homem em um ponto de ônibus sacando a arma e disparando dez vezes contra o animal, que apenas latia em sua direção. O cachorro, um sem raça definida conhecido pelos moradores como “Caramelo”, vivia no bairro Jardim Três Marias e era cuidado por funcionários de um shopping local.
A tragédia aconteceu ironicamente no mesmo dia em que o governo paulista sancionou uma lei reconhecendo o “vira-lata Caramelo” como expressão cultural do estado.
Onda de Ataques no Brasil
O caso do Caramelo não é isolado. O Brasil tem registrado uma sequência de ataques brutais contra animais comunitários nas últimas semanas:
- Caso Orelha (SC): O cão foi espancado até a morte por adolescentes na Praia Brava, em Santa Catarina.
- Caso Abacate (PR): Morto a tiros na cidade de Toledo; a polícia ainda investiga a autoria.
O que diz a Lei
No Brasil, a Lei 14.064/2020 (Lei Sansão) aumentou a pena para maus-tratos a cães e gatos para 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda. Por se tratar de um agente de segurança pública, o envolvimento do soldado da PM também é acompanhado pela Corregedoria da corporação.
Da Redação do Jornal Panorama, com informações da Agência Brasil
Foto: PCSC
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