Lima Duarte chega a 130 casos confirmados de Covid-19

Lima Duarte chega a 130 casos confirmados de Covid-19

A Prefeitura de Lima Duarte, divulgou na manhã desta quinta-feira (6), que mais um caso foi confirmado de Covid-19 na cidade. Agora o município tem 130 casos de Covid-19, sendo que 119 já estão recuperados. Ao todo foram seis óbitos no município localizado na Zona da Mata.

A cidade fica cerca de 60km de Juiz de Fora, que já registrou 120 óbitos e 13.435 casos confirmados da Covid-19 até o momento.

Em postagem publicada nas redes sociais, a Prefeitura de Lima Duarte reforçou o trabalho dos fiscais que estão atuando na luta contra a Covid-19.

Os fiscais têm atuado 12 horas por dia, de domingo a domingo, orientando e conscientizando os comerciantes e a população para que as regras de distanciamento social sejam cumpridas e o vírus da Covid-19 não se propague mais no município e, com isso, o comércio possa continuar funcionando. Cada um fazendo a sua parte, vamos vencer esse desafio.

Pedimos a colaboração de todos, pois nesta última semana recebemos 8 denúncias pelos canais de comunicação, porém somente uma delas era verídica. Colabore! Vamos juntos vencer nosso inimigo em comum!

Dúvidas sobre o boletim ligue para a Secretaria de Saúde: (32) 3281-1110 – De segunda a sexta – 08h às 17h.

Fonte: Prefeitura Municipal de Lima Duarte

Governo concede registro para cubanos reintegrarem o Mais Médicos

Governo concede registro para cubanos reintegrarem o Mais Médicos

Por: Agência Brasil

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União de hoje (18) a lista de médicos cubanos que serão reincorporados ao Projeto Mais Médicos para o Brasil.

De acordo com a Portaria nº 31, por meio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde será concedido registro único para o exercício da medicina, no âmbito do projeto, aos médicos cubanos “reincorporados em 1ª chamada do Edital nº 9 de 26 de março de 2020”.

Para acessar a portaria com a lista dos médicos cubanos, bem como a localidade e a data em que as atividades serão iniciadas, clique aqui.

Em março, o Ministério da Saúde informou que 7.167 médicos já haviam se inscrito no edital do Mais Médicos para o Brasil aberto para reforçar as equipes de saúde em função da epidemia do novo coronavírus (covid-19). A previsão anunciada foi de que até cinco chamadas seriam feitas, sendo que médicos cubanos poderão ser convocados após a 3ª chamada.

A pasta havia estimado um total de R$ 1,4 bilhão em investimentos, e que esses profissionais poderão atuar em mais de uma unidade de saúde, o que deverá ser organizado pelas respectivas secretarias de saúde.

Foto: Reuters/ Amanda Perobelli/direitos reservados

SAÚDE: sancionada lei que garante auxílio financeiro a santas casas durante a pandemia

SAÚDE: sancionada lei que garante auxílio financeiro a santas casas durante a pandemia

O presidente Jair Bolsonaro sancionou na terça-feira (5) a lei que prevê a transferência de R$ 2 bilhões da União para santas casas e hospitais sem fins lucrativos (filantrópicos), para ação coordenada com o Ministério da Saúde e gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) no combate à pandemia de covid-19. A Lei 13.995 está publicada na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (6).

Por meio desse auxílio financeiro, hospitais filantrópicos poderão trabalhar de forma articulada com o Ministério da Saúde e os gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) para oferecer mais serviços, principalmente leitos de terapia intensiva. O crédito em conta bancária deverá ocorrer em até 15 dias da data de publicação da lei, em razão do caráter emergencial da decretação de calamidade pública.

De acordo com o texto, o recebimento do auxílio financeiro independe da eventual existência de débitos ou da situação de adimplência das instituições filantrópicas e sem fins lucrativos em relação a tributos e contribuições na data do crédito pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Apresentado pelo senador José Serra (PSDB-SP), o projeto que deu origem à lei (PL 1.006/2020) foi aprovado pelo Senado por unanimidade em sessão virtual no dia 31 de março e confirmado pela Câmara dos Deputados no dia 9 de abril.

“As instituições filantrópicas e sem fins lucrativos respondem por mais de 50% de todos os atendimentos do SUS, assumindo fundamental importância no combate ao coronavírus. Essas instituições formam uma rede assistencial estratégica por estarem geograficamente distribuídas em todos os estados. Sem dúvida, podem auxiliar o Ministério da Saúde na luta contra com essa grave pandemia que se alastra pelo país”, justifica o autor.

Rateio

O texto estabelece que o critério de rateio do valor será definido pelo Ministério da Saúde levando em consideração os municípios que possuem presídios. A medida foi incluída no projeto pelo relator no Senado, Major Olimpio (PSL-SP). Outra emenda do relator garantiu que haja um acréscimo real de recursos (extra orçamentários) para a área da saúde, a serem adicionados ao mínimo constitucional aplicado pela União.

Será obrigatória a divulgação, com ampla transparência, dos montantes transferidos a cada entidade por meio do respectivo fundo de saúde, seja estadual, distrital ou municipal.

Aplicação

A lei determina também que o valor total do auxílio financeiro seja, obrigatoriamente, aplicado na aquisição de medicamentos, suprimentos, insumos e produtos hospitalares para o atendimento adequado à população, aquisição de equipamentos e realização de pequenas obras e adaptações físicas para aumento da oferta de leitos de terapia intensiva. Os recursos também são destinados para a contratação e o pagamento de profissionais de saúde necessários para atender a demanda adicional.

As instituições beneficiadas deverão prestar contas ao FNS de forma simplificada, sem necessidade de concorrência pública.

Fonte: Agência Senado

Serviço do Ministério da Saúde visa a combater notícias falsas

Serviço do Ministério da Saúde visa a combater notícias falsas

Ministério da Saúde lança programa para evitar disseminação de fake news por WhatsApp. Você envia a notícia e recebe se ela é verdadeira ou falsa (Foto: reprodução/ Ministério da Saúde)

Notícias falsas, também conhecidas como fake news, não se limitam ao universo da política. Na área da saúde, tornaram-se um problema de saúde pública. Não à toa, o Ministério da Saúde criou um núcleo de monitoramento que atua nas redes sociais das 6 às 23 horas, todos os dias da semana, para identificar a origem de supostas notícias que contenham dados incorretos ou que não tenham evidências científicas.

No entanto, os canais digitais são difíceis de monitorar. Um vídeo enviado em um grupo de família ou um suposto artigo científico divulgado por um colega de trabalho se espalham rapidamente, sem que saibamos de onde vêm nem se as informações difundidas são verídicas.

Para tentar evitar os danos causados pelas fake news, o ministério criou há um mês um canal de WhatsApp para receber material suspeito. “Notamos que houve um aumento desse tipo de informação falsa há cerca de seis meses”, revela Ana Miguel, coordenadora de multimídia da assessoria de comunicação do Ministério da Saúde.

O serviço funciona assim: uma pessoa recebe material suspeito (vídeo, mensagem, link para sites, artigos etc.) e o envia para o WhatsApp do ministério (veja o número no fim da matéria), que encaminha o conteúdo para uma equipe técnica realizar o trabalho de verificação (fact-checking, expressão usada pelas agências de checagem de fatos).

Caso a notícia seja verdadeira, a assessoria do órgão devolve o material com um carimbo em que se lê: “Esta notícia é verdadeira, compartilhe!”; caso seja falsa, o conteúdo recebe o selo: “Isto é fake news. Não divulgue!”.

89% das fake news são relacionadas à credibilidade da vacina.

“O canal não é um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), não serve para tirar dúvidas, apenas para analisar conteúdo tido como suspeito”, explica Ana Miguel.

Todo material recebido é devolvido para quem o encaminhou após ser analisado e com o devido selo. A lista das fake news já avaliadas pelo ministério encontra-se no site www.saude.gov.br/fakenews.

Em um mês, tempo em que o serviço está funcionando, o ministério  já recebeu cerca de 2 mil mensagens. Destas, 310 eram fake news que foram esclarecidas. Nos demais portais e redes sociais, o órgão monitora uma média de 7 mil notícias por dia.

“89% das fake news são relacionadas à credibilidade da vacina”, revela Ana. São boatos que afirmam que as vacinas causam autismo e efeitos colaterais graves que colocam em risco a ampla cobertura vacinal do País, responsável por erradicar do território nacional doenças como poliomielite.

(Foto: reprodução/ Ministério da Saúde)

Fonte: Dráuzio Varella

Cientistas brasileiros podem criar vacina inovadora contra coronavírus

Cientistas brasileiros podem criar vacina inovadora contra coronavírus

Brasileiros trabalham em vacina contra coronavírus

Reprodução / Pixabay

Pesquisadores do InCor trabalham para desenvolver vacina com partículas parecidas com o novo vírus, o que difere do método de outros países

Cientistas brasileiros estão desenvolvendo uma vacina contra o novo coronavírus com um método diferente do utilizado até agora por grupos de pesquisadores de outros países, que esperam que ela seja testada em animais nos próximos meses.

Partículas semelhantes ao vírus

No Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a concentração é absoluta. Cientistas brasileiros de diversas áreas investigam há um mês uma vacina feita por meio de partículas artificiais parecidas com o novo coronavírus, segundo o médico Jorge Kalil, diretor do laboratório e coordenador do projeto.

Até agora, a maioria dos experimentos desenvolvidos em países como Alemanha e Estados Unidos são baseados em vacinas criadas a partir do material genético do agente causador da doença, mais especificamente, da inserção de moléculas sintéticas de RNA mensageiro (mRNA) – que contêm as instruções para produção de alguma proteína reconhecível pelo sistema imunológico – na vacina.

Mas Kalil, que está em isolamento, depois que seu filho foi diagnosticado com covid-19 (doença causada pelo novo vírus), afirma que esse caminho não dará os resultados esperados.

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“Acreditamos que essa maneira [adotada pelos outros países], apesar de segura, não induz a uma resposta imunológica muito forte”.

A premissa dos brasileiros é “não utilizar o material genético” por causa da pouca informação existente sobre o novo coronavírus, mas sim desenvolver estruturas similares a ele, afirma o médico Gustavo Cabral, responsável pelo projeto.

“Não conhecemos tanto o vírus e as informações que temos são insuficientes para projetar uma vacina que utilize material genético”, pondera.

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Essas estruturas multiproteicas parecidas com o novo coronavírus são chamadas “VLPs”, sigla em inglês de “virus like particles”. Elas são criadas em laboratório por meio de técnicas de biologia molecular e podem ser facilmente reconhecidas pelas células do sistema imunológico.

“A vacina que nós propomos  tem a parte externa do vírus, mas não tem o ácido nucleico dentro, que é o que permite a sua multiplcação”, explica Kalil.

“Podemos fazer com que na superfície dessa partículas tenha pedaços de proteína do coronavírus, para que o sistema imunológico o perceba como se fosse o pr[oprio vírus e seja capaz de produzir anticorpos contra essa parte do coronavírus que queremos atacar”, completa.

Objetivo é atacar uma parte específica do novo coronavírus

Um denominador comum de várias investigações contra o novo coronavírus é a forma de atacá-lo. Algo em que já se trabalhava desde as outras epidemias causadas pela família coronavírus.

A chave está nas pontas características dos diversos tipos de coronavírus, que têm um formato esférico, de onde se sobressaem “pequenas flores”, que na verdade são proteínas, esclarece Kalil.

“A ideia é desenvolver uma resposta imune contra essa parte específica”, pois é a que “facilita que o coronavírus entre na célula”, diz Cabral.

Fonte: R7