Atividades que ajudam enfrentar o isolamento social

Atividades que ajudam enfrentar o isolamento social

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como orientação para retardar a disseminação do novo coronavírus: ficar em casa.

Isso gerou uma demanda por explicações do contexto, para entender qual é a situação atual, as possíveis evoluções e ter alguma estimativa de quando serão suspensas as medidas de distanciamento e isolamento social, empregadas para evitar o contágio pela Covid-19 e minimizar os danos da doença no mundo.

No entanto, há momentos em que as pessoas se sentem saturadas – e, pela gravidade da pandemia, são poucas as notícias para comemorar.

Por isso, é saudável distrair um pouco a mente de doses excessivas de informações sobre o novo coronavírus. Para isso, vale a pena investir tempo e foco em outras atividades. Este texto vai elencar opções que podem ajudar a ocupar o tempo com diferentes temáticas.

Séries, filmes e reality shows

Produtos audiovisuais estão entre os favoritos quando se tem tempo livre e maratonar séries, filmes e reality shows pode ser uma boa diversão em tempo de distanciamento social para fugir do noticiário sobre a pandemia.

Muitos espectadores estão (re)descobrindo bons seriados nas mais diversas plataformas de streaming e aproveitando o tempo para discutir on-line, nas redes sociais, os desdobramentos das tramas.

Séries curtas são ótimas para passar o tempo, assim como aquelas que tem episódios mais enxutos. Em um dia, dá para maratonar uma temporada inteira de The Good Place, Friends ou Brooklin Nine Nine.

Trilogias e sagas curtas do cinema também são vencidas em um dia: Jogos Vorazes, Matrix e até De Volta para o Futuro.

Outra alternativa são os reality shows de competição, como The Circle e Rupaul’s Drag Race.

Estudar conteúdos da faculdade

Com universidades, faculdades e centros de ensino superior parados em todo o Brasil, muitos estudantes têm esquecido que, uma hora, as aulas vão voltar.

O tempo disponível em casa pode ser útil para colocar as leituras em dia e estudar conteúdos que sempre demandam atenção.

Alunos e alunas da área de Exatas vivem reclamando da falta de tempo para exercitar cálculos. É um bom momento para aprender a resolver alguns tipos de integrais.

Uma possibilidade é a integração por partes, que ajuda a calcular integrais que envolvam multiplicação entre funções diferentes.

Há outra opção, que é o método da substituição simples. Ele funciona quando identificamos dentro da integral uma parte que é derivada da outra.

Em busca de entender isso com mais clareza, é um bom momento para buscar plataformas de estudo que tenham conteúdo que ajudam a praticar, como resumos e exercícios disponíveis.

Uma das dicas é procurar por exercícios resolvidos no Responde Aí. Além de acompanhar o desenvolvimento de determinados cálculos, é possível refazer os exercícios com um gabarito mais detalhado, porque há o passo a passo de todas as resoluções.

Consumir cultura

Sem eventos culturais presenciais, o jeito é buscar as alternativas on-line. Shows, visitas virtuais a museus, streamings e canais de música são algumas das possibilidades disponíveis.

Diversos museus, galerias e centros culturais do mundo disponibilizaram suas coleções para visitação on-line e gratuita.

Do Louvre, em Paris, ao MET de Nova Iorque, são várias as instituições que liberaram seus acervos.

No Brasil, destaque para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo, com coleção on-line, e o Museu Casa de Portinari, com tour virtual por suas galerias.

Músicos de todo o mundo estão promovendo shows e pocket shows ao vivo nos perfis do Instagram ou em canais do Youtube. A maioria deles usa a própria casa ou um home studio como cenário.

Festivais de música on-line também têm acontecido em todo o mundo. É fácil encontrar os links nas redes sociais dos artistas, que também fazem lives por conta própria sobre o dia a dia.

Canais de música no Youtube e streamings como Spotify e Deezer também são boas opções de cultura musical.

A dica é ir atrás de gêneros, ritmos e artistas que você ainda não conhece. Já tentou ouvir a playlist dos mais tocados em algum país escandinavo? Vale a pena a experiência.

Fazer cursos on-line

Quem sempre quis aprender uma coisa nova, sem sair de casa, achou o momento ideal.

Cursos gratuitos podem ser feitos pela internet em todas as áreas imagináveis: idiomas, culinária, desenho, artes, artesanato, yoga e até programação web. Requer esforço e comprometimento, mas estudar também é um bom passatempo.

Brincar com as crianças

A ideia é criar uma rotina para elas nesse período tão incomum. Brincar é uma das maneiras de se manter em atividade e também ocupar a mente da criança.

Esqueça tablets e eletrônicos em geral. Jogos de tabuleiro, dominó, massinha, blocos, colorir e escrever são atividades que estimulam a coordenação motora, a criatividade e o raciocínio dos pequenos. Brincar de escolinha também pode ser divertido e produtivo.

Se houver um pouco mais de espaço, como um quintal, dá até para fazer atividades físicas, como pular corda, amarelinha e elástico.

Cuidar da casa e da saúde

A gente sabe que cuidar da casa não é assim um passatempo tão divertido, mas necessário.

O tempo extra ajuda a lembrar que no dia a dia nem sempre conseguimos dar conta de todos os afazeres para manter nosso espaço mais seguro.

Uma dica é verificar se a casa tem focos do mosquito da dengue, zika e chikungunya. Aqueles dez minutinhos diários que os agentes de saúde sempre recomendam podem entrar de vez na rotina.

Vasos de plantas, caixa d’água, vasilhas e utensílios, calhas, piscina e o quintal devem ser checados diariamente no combate ao Aedes aegypti, mosquito que transmite as três doenças.

Fonte: Portal de Notícias

O que fazer em casa enquanto se está de “quarentena”

O que fazer em casa enquanto se está de “quarentena”

Assistir série, arrumar o armário e muitas outras atividades para passar o tempo enquanto se está confinado em casa! (Reprodução/Casa.com.br)

Coronavírus não é algo a ser levado na brincadeira. Nós, da redação do Casa.com.br, estamos trabalhando de casa, para diminuir as chances de contaminação do vírus – dos outros e de nós mesmos. Mas, pensando em quem está na quarentena voluntária, separamos algumas atividades para fazer em casa, sem riscos sanitários.

Colocar os filmes em dia

 (Reprodução/Casa.com.br)

Com a chegada do Covid-19, as empresas de TV a cabo NETSky e Claro liberaram os canais para que as pessoas possam se manter entretidas em casa. Isso inclui até mesmo os cobiçados “Telecines”. Então, aproveite para assistir todos os filmes de herói da Marvel que você perdeu.

Se você estiver na vibe de filmes sobre quarentenas e epidemias, aqui vão algumas sugestões: MoanaEu Sou a LendaContágioEnroladosGuerra Mundial Z A Gripe.

Aqui você confere uma lista de matérias sobre séries – inclusive sobre design e arquitetura!

Assistir Love is Blind e The Circle

 (Reprodução/Casa.com.br)

Sabe aquelas séries que todo mundo está falando mas você não teve tempo de assistir? Bem, você não vai sair de casa agora mesmo, então é o momento de acompanhar Love is Blind e The Circle, e também de re-assistir Friends, que é o que todos nós fazemos.

Arrumar o armário

 (Reprodução/Casa.com.br)

Há quem diga que uma casa organizada é sinônimo de mente também em ordem. Pode ser verdade ou não, mas de qualquer forma, dá um prazer danado encontrar uma nova configuração para aqueles itens que antes estavam uma bagunça. Se é sanidade mental que você buscas, elencamos aqui 20 formas de organizar o armário do quarto!

Visite museus de forma virtual

 (Reprodução/Casa.com.br)

sso mesmo! Do conforto de casa é possível fazer tours virtuais por mais de 1.200 instituições ao redor do mundo. Dentre eles estão Guggenheim Museum, em Nova York e o J. Paul Getty Museum, em Los Angeles.

A desculpa de ter que dar uma saída não existe mais, então aquela bagunça no armário pode finalmente ser organizada.

Aqui você confere uma lista de matéria sobre as exposições virtuais do Google e muito mais sobre tecnologia!

Ler um monte

 (Reprodução/Casa.com.br)

Esse é o melhor passatempo quando se está em casa. Seja um livro de histórias, poemas, contos, prepare uma boa xícara de chá de para a imunidade e mergulhe na literatura.

Cozinhar

 (Reprodução/Casa.com.br)

Essa é uma boa opção, especialmente para quem tem filhos e está em quarentena. Receitas simples, como bolos e biscoitos, são excelentes para que os pequenos possam se divertir.

Fonte: Casa.com.br


15 alimentos que te ajudam a aguentar a folia do Carnaval

15 alimentos que te ajudam a aguentar a folia do Carnaval

Banana, batata doce, ovo, castanhas… confira alguns alimentos para você incluir na dieta durante os dias de folia.

Carnaval é um dos feriados mais animados do ano. Porém, para aproveitar toda a folia carnavalesca – bloquinhos, desfiles e festas – é preciso cuidar da alimentação. Mas não estamos falando de uma dieta para perder os quilinhos extras. Estamos falando de uma dieta especial para aguentar a programação intensa do Carnaval.

Segundo a nutricionista Roberta Thawana, da Auraclara Centro Integrado de Bem Estar, é preciso escolher a dedo os alimentos durante a folia carnavalesca: “para aguentar o ritmo intenso do carnaval, aposte em refeições leves e em alimentos que forneçam energia e hidratação”, sugere.

Para conseguir acompanhar todas as festas e blocos, Roberta indica o consumo de fontes de energia. “Duas ótimas opções são os carboidratos integrais, que ajudam na liberação lenta de glicose no sangue, e frutas que, além de energia, fornecem vitaminas e minerais”.

Vai curtir como nunca os bloquinhos e as festas do Carnaval 2018? Então confira as dicas que a gente separou. São 15 alimentos que te ajudam a aguentar a folia do Carnaval 😉

Água
água é fundamental devido ao calor e ao excesso de bebida alcoólica que geralmente levam à desidratação. Se você consome bebida alcoólica, a dica é intercalar o consumo do drink com o consumo de água durante o decorrer de todo o dia.
Laranja
A laranja é fonte de energia, antioxidante, rica em vitamina C. É fundamental para o bom funcionamento das defesas do organismo.
Castanhas
As castanhas são opções práticas de lanches rápidos que fornecem energia e são fontes de minerais e gorduras boas
Arroz integral
Por ser fonte de magnésio, vitaminas do complexo B, fósforo, ferro e cálcio, o arroz integral fornece energia.
Ovos
Boa fonte de proteína, o ovo é uma ótima opção para o café da manhã reforçado antes da folia.
Macarrão integral
macarrão integral possui importantes propriedades nutricionais. É um alimento muito rico em nutrientes, vitaminas, minerais e fibra, que auxilia na sensação de saciedade por um maior período, contribuindo também para uma alimentação equilibrada gerando a produção de energia.
Maçã
A maçã é fonte de energia de liberação lenta, rica em vitamina C, E, potássio e fibras. Ela ajuda a combater os radicais livres advindos dos excessos cometidos na folia.
Peixe
Graças à sua enorme concentração de nutrientes, vitaminas e proteínas, o peixe é considerado um dos alimentos mais saudáveis ​​que você pode encontrar na natureza. Ele é também uma das melhores fontes de ácidos graxos ômega-3, importantes para o funcionamento do corpo e do cérebro.
Óleo de coco
óleo de coco é fonte de energia rápida, antifúngico e anti-inflamatório.
Água de coco
Além de hidratar, a água de coco repõe os eletrólitos perdidos pelo suor. Fonte de magnésio e potássio, ela ajuda a evitar a fadiga muscular.
Frango
frango é uma ótima fonte de proteína, além de possuir menos gordura que a carne bovina e suína. Ele contém aminoácidos de alto valor biológico e fácil digestibilidade.
Frutas vermelhas
As frutas vermelhas têm efeito antioxidante, anti-inflamatório, antimicrobiano. Podem ser usadas em sucos para serem tomados no final do dia de folia.
Banana
Por ser fonte de potássio, ácido fólico, magnésio, fósforo, a banana melhora o fluxo sanguíneo e atua na prevenção de cãibras.
Batata-doce
Fonte de vitamina A, C, cobre, potássio e ferro, a batata doce fornece energia. A batata-doce fonte de carboidrato complexo. Possui baixo índice glicêmico, já que sua absorção é mais lenta, evitando picos de insulina. Possui elevado teor das vitaminas A, vitamina C, vitamina E e vitaminas do complexo B, essenciais para pele e para a formação do colágeno.
Beterraba
beterraba é fonte de vitamina A, C, E, cálcio, potássio, manganês, magnésio. Fornece nitrato para o corpo, melhora o fluxo sanguíneo e a circulação. É interessante tomar um suco com beterraba antes de sair para os blocos.

Fonte: Guia da Semana

Vai levar o celular para o bloquinho? Veja se vale a pena contratar um seguro e quais cuidados tomar

Vai levar o celular para o bloquinho? Veja se vale a pena contratar um seguro e quais cuidados tomar

Maioria dos produtos disponíveis no mercado não cobre furto simples e tem franquia. É preciso ver os detalhes do contrato e calcular bem os custos para não sair no prejuízo (Foto: Alexandre Durão/G1)

Gente feliz, fantasias coloridas, glitter para todo lado: nada é mais “instagramável” do que o carnaval. Mas quem não abre mão de levar o celular para a folia assume o risco de ter o aparelho levado no meio da muvuca, ou de tomar aquela chuva de verão. Ter um seguro parece uma solução simples para contornar esses perrengues, mas é preciso muito cuidado.

A maioria dos seguros para celular não cobre furto simples, aquele em que o bem é tomado sem ninguém perceber – cobre apenas furto qualificado e roubo. E aí, dependendo do que acontecer e de como for registrado no boletim de ocorrência, o folião pode ter que arcar sozinho com o prejuízo.

Há também alguns que não indenizam danos por oxidação, aqueles que acontecem quando o celular molha, e também outros que têm carência, ou seja, o cliente só fica coberto depois de um certo tempo de contrato e não é indenizado se algo acontecer com o smartphone antes desse prazo.

Além disso, é preciso também ficar atento à validade do seguro e ao valor da franquia cobrado para acioná-lo em caso de problema.

Segundo a Federação Nacionais de Seguros Gerais (FenSeg), o custo médio da franquia é de 20% do valor do aparelho segurado. Existem alguns produtos que não cobram essa taxa, mas, em compensação, só indenizam parte do valor do aparelho.

“A primeira coisa, para o cliente, é ver o que está comprando. Tem diferentes coberturas e ele precisa saber exatamente quais ele está contratando”, aconselha Luis Reis, presidente da comissão de seguros de garantia estendida e afinidades da FenSeg.

Tradicionalmente, os seguros para celular são vendidos pelas varejistas e operadoras de telefonia no momento em que o consumidor compra o aparelho. Mas também já é possível contratar a qualquer momento, em alguns cliques pela internet e aplicativos.

Em todos os casos, é preciso ficar de olho em qual empresa é a “verdadeira dona” do seguro (às vezes eles levam o nome do distribuidor) e se ela é confiável e poderá honrar com a indenização, se necessário. No site da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é possível checar nominalmente quais são as seguradoras reguladas pela entidade.

Outro ponto importante é conferir se, na verdade, não se está contratando a chamada garantia estendida, que cobre danos ao aparelho após vencido o prazo da garantia legal de 90 dias, mas não indeniza por furto ou roubo, por exemplo.

“O cliente compra o celular e vêm os penduricalhos, os produtos adicionais. Antes de fazer a contratação, é bom ligar o alerta vermelho. Entender o produto, se ele atende à expectativa, pesquisar o que outras seguradoras oferecem, se tem algum prêmio mais adequado”, diz Renata Reis, coordenadora do Procon de São Paulo.

O prêmio é o valor pago pelo cliente para ter direito à cobertura, normalmente cobrado no momento da contratação ou dividido em parcelas mensais. Em geral, ele varia de 15% a 25% do valor total do smartphone segurado, segundo a FenSeg. (Veja simulações ao fim do texto)

Grande parte dos produtos disponíveis hoje no mercado tem vigência de um ano e precisa de renovação após esse período – nesse caso, um novo prêmio é cobrado. Mas há opções nas quais esse prêmio é um valor fixo pago mês a mês (e não uma porcentagem do valor do celular) e a cobertura dura enquanto o cliente continuar desembolsando esse valor – assim, é possível contratar apenas por um período específico, como no carnaval.

Por isso, é necessário avaliar bem os custos para saber se vale a pena manter o seguro por um longo prazo.

Foliões tiram foto durante desfile do bloco Tarado ni você, em São Paulo, no carnaval de 2015 — Foto: Marcelo Brandt/G1

Fui furtado no bloco, será que estou coberto?

Em algumas situações, a diferença entre o furto simples (descoberto pela maioria dos seguros) e o qualificado (normalmente coberto) é sutil. E isso pode gerar desentendimento entre clientes e seguradoras.

O artigo 155 do Código Penal define como furto simples “subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel”. O crime passa a ser qualificado nos seguintes casos:

  1. com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
  2. com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
  3. com emprego de chave falsa;
  4. mediante concurso de duas ou mais pessoas.

Já o roubo, ou assalto, envolve violência e/ou ameaça.

Reis, da Fenseg, reconhece que o carnaval é dos períodos em que as seguradoras mais são acionadas por furto simples. “Acho que é mesmo a época em que mais dá problema. É muito fácil acontecer na multidão”, afirma.

O exemplo mais clássico de furto simples, segundo especialistas consultados pelo G1, é o furto de um celular deixado ou esquecido em uma mesa. Nesse caso, não há dúvidas. Já o furto de um aparelho de dentro do bolso ou de uma bolsa, sem violência e sem que o dono perceba, pode gerar divergências.

“O mais comum para celular é: a pessoa está com ele na bolsa no ônibus e depois vê que cortaram a bolsa e levaram o celular. É furto qualificado. Agora, se [o ladrão] simplesmente enfia a mão na bolsa e leva, seria um furto simples. Se a pessoa viu acontecer, cobre. Se não viu acontecer, não cobre“, diz Reis, da Fenseg.

Foi o que aconteceu com a paulistana Mariana Reis, de 29 anos. Ela teve o seu celular furtado dentro do ônibus. Durante o trajeto, o ladrão tirou o aparelho da sua bolsa, mas ela não viu.

“Como tinha fechado o seguro no momento da compra, fiquei um pouco mais tranquila. Achei que iria ser reembolsada”, diz Mariana, que havia comprado o celular só seis meses antes.

Logo que contatou a seguradora, a empresa pediu diversos documentos para, depois de alguns dias, responder que seu contrato não cobria furto simples.

“Fiquei surpresa, pois ninguém me falou isso na hora da compra”, diz Mariana. “Nunca mais fiz seguro de celular depois do furto. Fiquei com muita raiva, principalmente pelo fato de ninguém informar sobre esses detalhes no momento em que a gente está comprando um aparelho”.

Mariana Reis não conseguiu ser reembolsada por furto simples de celular — Foto: Divulgação

Porém, para o advogado Conrado Gontijo, doutor em direito penal e sócio do escritório Corrêa Gontijo Advogados, ainda que o dono não perceba imediatamente, se o celular for levado por alguém que fez vários furtos na mesma ocasião – o que é comum nas festas de rua – pode configurar destreza, o que elevaria o crime para qualificado.

“Se o ladrão tiver uma certa habilidade que lhe permita acessar a bolsa sem que a pessoa veja, caminha-se para a ideia de furto qualificado”, explica.

Por isso, segundo Gontijo, é importante que, em caso de furto, o consumidor dê a maior quantidade de detalhes possível na hora de registrar o boletim de ocorrência – documento que será usado pela seguradora para decidir se ele tem ou não direito à indenização.

“O boletim de ocorrência tem que ser o reflexo mais aproximado possível do que aconteceu. Quanto mais informações ele tiver, mais bem-feito for, maiores são as chances de se encontrar e punir o responsável [e também de conseguir a cobertura pelo seguro]”, diz.

De acordo com Reis, da Fenseg, quando o BO deixa dúvidas sobre qual foi o tipo de furto, muitas seguradoras fazem a cobertura por uma questão de relacionamento com o cliente, mas não existe regra.

Quando as empresas se negam a pagar, o que mais gera queixas junto ao Procon é a divergência entre o que o consumidor entende que tem direito e o que a apólice de fato cobre.

“A pessoa é atraída pela oferta de uma cobertura muito ampla, e mesmo quando recebe o contrato, os termos de cobertura ainda trazem referências jurídicas. O consumidor nem sempre é advogado, alguém da área do Direito, que vai saber diferenciar no contrato o que é furto simples”, pondera Renata, do Procon.

Reis, da FenSeg, diz que a entidade trabalha para simplificar a comunicação nos contratos. Quem tiver o seguro negado e se sentir lesado pode registrar reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor, como o próprio Procon.

“É sempre importante que se veja com atenção o contrato. Mas se nele houver algo que induz a erro, pode-se entender que a negativa é indevida. Nesses casos, pode ajudar se o consumidor tiver troca mensagens, registro de data e hora [da assinatura do contrato], protocolo ou gravação de tudo que o levou a fazer a contratação”, destaca Renata.

Mercado bilionário

Em 2019, cerca de 7 milhões de celulares tinham algum seguro. No ano, as empresas arrecadaram cerca de R$ 1,5 bilhão com os prêmios desses produtos, de acordo com a FenSeg. Já os sinistros (indenizações) pagos aos consumidores que tiveram seus celulares roubados ou danificados custaram às seguradoras aproximadamente R$ 600 milhões no ano passado.

Os números são uma estimativa, já que não existe uma categoria específica para essa cobertura, que é um tipo de seguro patrimonial.

Veja abaixo quanto custam e o que cobrem alguns seguros disponíveis no mercado:

Mapfre

  • Custo médio (prêmio): 20% do valor do aparelho na nota fiscal
  • Franquia: 20% do valor do aparelho
  • Limite da indenização: valor do aparelho na nota fiscal
  • Coberturas mais comuns: furto mediante arrombamento e roubo, e quebra acidental
  • Cobertura de furto simples: não tem
  • Cobertura de oxidação: não tem
  • Carência: não tem
  • Validade: 12 meses
  • Cobertura de aparelho usado: não. Só para celulares novos
  • Canais de venda: parceiros comerciais (Tim e Vivo)

Ex.: Para um smartphone no valor de R$ 3.000, o custo seria de R$ 600 em prêmio e mais R$ 600 para acionar o seguro em caso de problema. Custo total: R$ 1.200.

Kakau

  • Custo médio (prêmio): R$ 5 a R$ 120, dependendo do modelo
  • Franquia: 25% do valor do aparelho
  • Limite da indenização: valor do aparelho na nota fiscal
  • Coberturas mais comuns: roubo e furto qualificado, e quebra acidental
  • Cobertura de furto simples: não tem
  • Cobertura de oxidação: tem
  • Carência: não tem
  • Validade: mês a mês. O cliente paga o mês em que usar e pode cancelar a assinatura a qualquer momento
  • Cobertura de aparelho usado: sim, com limite de até um ano da data de compra na nota fiscal
  • Canais de vendainternet
  • Seguradora: Essor

Ex.: Para um iPhone XR de 64 GB, que custa cerca de R$ 3.000, o prêmio é de R$ 62,85 por mês. A franquia é de R$ 600. Assim, na hipótese de o aparelho ser roubado após um ano, o custo seria de R$ 754,20 em prêmios mais R$ 750 de franquia, totalizando R$ 1.504,2‬0.

Zurich

  • Custo médio (prêmio): 15% a 30% do valor do aparelho
  • Franquia: 15% a 25%, dependendo da cobertura contratada, vigência do seguro e taxa comercial
  • Limite da indenização: valor do aparelho na nota fiscal ou um celular igual ao que foi roubado
  • Coberturas mais comuns: dano acidental, roubo e furto qualificado
  • Cobertura de furto simples: em alguns casos
  • Cobertura de oxidação: em alguns casos
  • Carência: não tem
  • Validade: 12 a 24 meses
  • Cobertura de aparelho usado: com uso de até 2 anos apenas
  • Canais de venda: parceiros comerciais (Casas Bahia, Havan, Móveis Brasilia, Manica, Polishop, Ponto Frio, Samsung e Vivo)

Ex.: Para um smartphone no valor de R$ 3.000, o custo seria de R$ 900 em prêmio e mais R$ 750 para acionar o seguro em caso de problema. Custo total: R$ 1.650. (Esse exemplo considera o maior percentual da empresa tanto para prêmio, quanto para franquia).

Fonte: Portal G1