Grupo de trabalho atuará na análise, planejamento da segurança e reposicionamento do destino Capitólio e Mar de Minas

Grupo de trabalho atuará na análise, planejamento da segurança e reposicionamento do destino Capitólio e Mar de Minas

O turismo na região do lago de Furnas e Peixoto, Mar de Minas, é a pauta de um novo grupo de trabalho. Integram a equipe a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), as prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, além das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Marinha do Brasil, Instâncias de Governanças Regionais (IGRs), Sebrae, Fecomércio e sociedade civil.

O planejamento do grupo “Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas” prevê quatro etapas. A primeira ação será a realização de diagnóstico minucioso, com laudos técnicos e geológicos, dos órgãos competentes dos cânions e áreas interditadas.  Já a segunda fase será o ordenamento, regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas, por parte dos municípios, visando a segurança dos usuários, trabalhadores e turistas.

O terceiro momento será a formação, informação e qualificação dos agentes públicos e privados, bem como usuários e turistas, sobre uso seguro da área. E para a quarta etapa será o reposicionamento de Capitólio e Mar de Minas como destino seguro dentro e fora do estado com projetos de marketing e promoção. Para este último ponto, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, propôs a criação de um edital específico para o Mar de Minas, visando à promoção do destino.

“Com segurança, planejamento, união, paz e seriedade. É como Minas se organizará para reestruturar  o Turismo em Capitólio e região”, afirmou o secretário.

O diretor de operações do Sebrae, Marden Magalhães, adiantou que a instituição disponibilizará sua estrutura e recursos para  ajudar no diagnóstico e outros processos para a recuperação do destino turístico. Já o diretor regional do Sesc, Luciano Fagundes, e o diretor-adjunto do Senac, afirmaram que a Fecomércio contribuirá com o treinamento, workshops e cursos para capacitação de todos os envolvidos no trade turístico.

Também será expandido o raio da Rede Integrada de Proteção ao Turismo, que seria restrita à Capitólio e agora abordará toda a região. A iniciativa integra a Polícia Militar de Minas Gerais, Secult, prefeituras, além da cadeia produtiva do turismo e a comunidade em geral para promover a segurança pública, a cultura e o turismo, e assim estimular a geração de emprego e renda na cidade.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, ressaltou a iniciativa e afirmou que esse trabalho conjunto é fundamental para a região, as famílias e as pessoas que dependem da atividade turística e, sobretudo, para que essa tragédia jamais se repita. O encontro que marcou a formação do grupo de trabalho foi realizado na sexta-feira (14/1), na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas.

Informações e Fotos: Agência Minas

Polícia Civil detalha andamento das investigações em Capitólio

Polícia Civil detalha andamento das investigações em Capitólio

Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou, nesta sexta-feira (14/1), durante entrevista coletiva em Belo Horizonte, as ações que estão sendo tomadas até o momento para a investigação dos fatos que provocaram a morte de dez pessoas em Capitólio, no Sudoeste do estado. Os ocupantes de uma lancha de turismo morreram após a queda de uma placa rochosa em um dos cânions da região, no último sábado (8/1).

O delegado regional em Passos, Marcos Pimenta, responsável pelo inquérito policial, detalhou que já foram ouvidas 17 pessoas no curso das investigações, incluindo vítimas que tiveram ferimentos leves, residentes no Rio de Janeiro, e que contribuem para as apurações como testemunhas do acidente. “Hoje pela manhã, em Belo Horizonte, também colhemos depoimentos de três pessoas de uma mesma família. É um trabalho que requer muita calma e serenidade, para, ao final do inquérito, apresentarmos o melhor resultado à sociedade”, destacou.

Paralelamente, equipes de peritos criminais da PCMG continuam atuando, nesta sexta-feira (14/1), no local do acidente para colher informações para o laudo pericial que irá subsidiar as investigações. Especialistas em geologia, os policiais foram deslocados de diferentes regiões do estado e trabalham, desde essa quinta-feira (13/1), em todo o trecho do cânion onde ocorreu o acidente.

Polícia científica

Marcos Pimenta ressaltou que a PCMG atua com base nos conhecimentos científicos para esclarecer todos os fatos. “Não estamos poupando nenhum esforço. Nosso foco não é procurar culpados, e sim encontrar respostas para, assim, apresentar um inquérito policial robusto que poderá, inclusive, servir de parâmetro para que outras tragédias como essa sejam evitadas futuramente”, afirmou. “O que já sabemos é que essas placas rochosas têm uma tendência natural a se desprenderem. Então cabe à Polícia Civil apurar se houve alguma ação de terceiros para acelerar esse processo natural”, completou.

Entre os fatores externos que a Polícia Civil avalia, o delegado citou, por exemplo, a ação das chuvas, a proximidade com a rodovia limítrofe aos cânions e outras interferências, como construções urbanas. “Mas repito: isso só poderemos dizer ao final das investigações. Se houver uma entidade ou indivíduo que, de alguma forma, tiver contribuído para a aceleração da queda dessa placa, com certeza será responsabilizado criminalmente”, assinalou.

Ainda segundo o delegado, a PCMG está em contato com diversos especialistas em geologia em todo o Brasil, que auxiliam no estudo do que pode ter ocorrido no dia do acidente. “Se preciso for, podemos até pedir outros laudos complementares, como uma avaliação sismológica. Mas tudo isso vai depender da análise que os nossos peritos estão realizando neste momento”, informou.

Fiscalização

Sobre as responsabilidades de fiscalização e regulamentação da atividade de turismo na região conhecida como “Mar de Minas”, o delegado também observou a necessidade de cautela. “A Marinha do Brasil tem nos apoiado de maneira muito importante. Seus profissionais estavam envolvidos quando do resgate dos corpos das vítimas, junto ao Corpo de Bombeiros, e também não poupam esforços”, afirmou Marcos Pimenta ao pontuar que a conclusão das investigações poderá apontar ou não possíveis omissões.

Da mesma forma, empresas de turismo e a administração local contribuem para as apurações. “A Polícia Civil já ouviu os prefeitos de Capitólio e São José da Barra, além de proprietários de lanchas. Alguns destes, inclusive, já estão nos repassando a documentação para averiguação da regularidade dos negócios. De qualquer forma, vamos nos focar no nexo de causa e consequência do acidente, que é o que interessa para a investigação”, disse o delegado. “Claro que essas análises contribuirão também para as autoridades competentes avaliarem formas mais seguras de regulamentar e acompanhar os empreendimentos dessa natureza”, acrescentou.

Identificações

Marcos Pimenta destacou, ainda, o trabalho rápido da Polícia Civil, com apoio da Polícia Federal, na identificação das vítimas fatais da tragédia. Em menos de 40 horas, todos os dez corpos foram identificados e liberados às famílias. O procedimento contou com o esforço conjunto de profissionais do Instituto de Identificação da PCMG, que realizaram as identificações por meio do estudo das impressões digitais, e do Instituto Médico Legal Dr. André Roquette (IMLAR), que elabora os laudos de necropsia.

Além disso, desde a primeira notícia do acidente, a PCMG provê assistência integral aos familiares das vítimas. “Tivemos todo o cuidado de montarmos um grupo de apoio a essas pessoas, até que pudessem estar a par do nosso trabalho antes mesmo que fossem noticiados”, enfatizou Pimenta.

As investigações seguem em andamento e ainda não há prazo definido para conclusão.

Informações: Agência Minas

Fotos: Policia Militar de Minas Gerais

Governador acompanha trabalhos e ações de apoio em Capitólio

Governador acompanha trabalhos e ações de apoio em Capitólio

O governador Romeu Zema acompanhou, nesta segunda-feira (10/1), os trabalhos e ações da Defesa Civil,  do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e Polícia Civil na operação de resgate e identificação das dez vítimas do desmoronamento de parte de um cânion no Lago de Furnas, em Capitólio, no Sul de Minas. As dez pessoas que perderam a vida estavam na mesma lancha chamada “Jesus”, a mais atingida na tragédia.

Após encontrar com os profissionais empenhados na missão de resgate no Centro de Comando da Operação, montado no Clube Náutico Engenheiro Mauro Ferraz, no município de São João Batista do Glória, o governador conversou com a imprensa.

O chefe do Executivo prestou solidariedade aos familiares das vítimas e destacou a atuação das Forças de Segurança de Minas Gerais, que estão mobilizadas desde os primeiros momentos no local. Os agentes estão empenhados no  atendimento e apoio às vítimas, ações de resgate e resposta, além da identificação e apuração das causas e danos provocados pelo deslizamento.

“Lamento muito a perda das dez vidas que ocorreram aqui, nesse último sábado (8/1), de uma maneira que foi totalmente atípica. Quero também agradecer a todas as instituições que participaram da operação: a Marinha, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e os voluntários que estiveram juntos, ajudando. Nesse momento, menos de 48 horas após a tragédia, já conseguimos resgatar e identificar as dez vítimas. Agora já não falamos mais em nenhum desaparecido e também em nenhuma vítima não identificada, então fica aqui também meu reconhecimento à Polícia Civil por essa agilidade que acaba dando conforto às famílias”, disse o governador.

Ainda de acordo com o governador, o acidente era algo inesperado e imprevisível. “Sabe-se que aquela estrutura nunca no passado foi acometida por fato semelhante a esse que ocorreu no dia 8 de janeiro, sábado. Ou seja, se o desmoronamento do pilar rochoso que acabou, infelizmente, atingindo uma lancha tivesse acontecido durante a noite, em um outro momento, muito provavelmente a situação teria sido muito diferente da atual. É algo que não sabemos. Mas sabemos que, a partir de agora, é uma região sujeita a risco, e que vai merecer análises técnicas de geólogos e de pessoas que podem fazer uma análise e colocar ali um nível de risco”, disse.

Romeu Zema destacou ainda que medidas mais rígidas possam ser adotadas. “Dependendo das chuvas intensas, como nesse momento, que causam o rompimento dessas rochas em determinadas épocas do ano, e dependendo da intensidade da chuva, o acesso à  região não deverá ser permitido. Nós queremos viabilizar o turismo com segurança”, finalizou.

Operação e investigação

Todas as dez vítimas foram localizadas e identificadas pela Polícia Civil e liberadas para que as famílias possam se despedir dos parentes de forma digna.

Após o término da identificação e liberação das vítimas, a investigação entrará em uma segunda etapa, cujo objetivo será apurar as causas e responsabilidades do ocorrido.

Informações e Fotos: Agência Minas