Em coletiva realizada nesta quinta-feira (12), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, apresentou dados que reforçam o sucesso da política ambiental brasileira: a queda drástica no desmatamento não impediu o crescimento recorde do agronegócio. “O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo”, pontuou a ministra, destacando que a ciência e a gestão pública responsável são as bases desse resultado.
Queda no desmate e a meta para 2026
Os números do sistema Deter/Inpe mostram uma redução de 35% na Amazônia e 6% no Cerrado entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. A degradação florestal na Amazônia teve um recuo ainda mais impressionante: 93%. Marina sinalizou que o Brasil está na trilha para atingir, ainda em 2026, a menor taxa de desmatamento da história na Amazônia.
O Agro bate recordes de exportação
Enquanto os índices de preservação sobem, os números da economia rural também saltam:
- Exportações: O agronegócio exportou US$ 169,2 bilhões em 2025 (alta de 3% sobre 2024).
- Superávit: O saldo da balança comercial do setor fechou o ano com um superávit de US$ 149 bilhões.
- Novos Mercados: Desde 2023, o Brasil abriu 525 novos mercados para seus produtos agrícolas.
- Safra: O ciclo 2024/2025 atingiu o recorde de 352,2 milhões de toneladas de grãos.
O Acordo com a União Europeia
A ministra também citou a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia como prova de que o compromisso ambiental abre portas comerciais valiosas. Segundo ela, a fiscalização rigorosa — que aumentou o número de operações na Amazônia em 148% — confere a credibilidade necessária para que o produto brasileiro seja aceito nos mercados mais exigentes do mundo.
Da Redação do Jornal Panorama
Com informações de: Agência gov.
Foto: Rogério Cassimiro]
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