O primeiro Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI) do Tribunal de Contas da União (TCU) está avançando com três startups selecionadas para a fase de testes em ambiente real. Lançado em abril de 2024, o desafio convidou interessados a utilizar tecnologias inovadoras para fiscalizar em grande escala obras de calçamento e pavimentação de vias urbanas em milhares de municípios brasileiros. Com a ajuda da tecnologia, o Tribunal visa monitorar de perto o progresso das obras que podem melhorar a qualidade de vida dos cidadãos tanto nas grandes cidades quanto no interior.
AutoMageo, Colab e Prefeitura Eficiente foram as empresas escolhidas para desenvolver as etapas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) previstas no CPSI. A meta é introduzir soluções inéditas no mercado de fiscalização de obras públicas, explorando três abordagens tecnológicas diferentes.
A AutoMageo usa drones para coletar imagens aéreas que se transformarão em gêmeos digitais das obras a serem fiscalizadas. A empresa já realizou alguns voos com os drones para avaliar a precisão e resolução das imagens e como elas podem auxiliar nas ações de controle.
A Colab propôs uma abordagem que envolve o crowdsourcing, método que utiliza a colaboração coletiva da sociedade para melhorar um serviço. Neste caso, a empresa vai capturar informações fornecidas pelos cidadãos sobre as obras para subsidiar o TCU nas fiscalizações. Os primeiros testes com o aplicativo começaram em 17 de fevereiro em 10 obras selecionadas em municípios de dois estados.
A Prefeitura Eficiente apresentou uma abordagem mista para obter imagens por satélite, aerofotogrametria ou mesmo no local. O uso de imagens orbitais geradas por satélites de alta definição é a proposta preferencial a ser testada. Atualmente, o grupo está avaliando a logística para obter e tratar as imagens de satélite em um número reduzido de obras selecionadas.
Os testes preliminares realizados pelas três empresas até o final de fevereiro coletam dados em áreas limitadas. A partir de março, as atividades de experimentação das startups serão mais abrangentes, envolvendo obras em todo o país. O período de avaliação da eficácia de cada solução apresentada vai até agosto. Após os testes, o TCU avaliará se as rotas são eficientes e se podem ser utilizadas nas ações de controle do órgão.
Por Eduardo Souza
Com informações: Tribunal de Contas de União
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado