A Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmou nesta quinta-feira (27) que a mpox permanece sendo uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII). A decisão, tomada pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, seguiu a recomendação do Comitê de Emergência da OMS, que se reuniu para avaliar o surto da doença e suas consequências. O alerta foi mantido devido ao aumento contínuo de casos e à expansão geográfica do vírus, especialmente no leste da República Democrática do Congo (RDC), onde a violência tem dificultado a resposta efetiva ao surto.
Em sua última avaliação, a OMS destacou como fatores críticos para a manutenção do estado de emergência a disseminação do vírus para novas regiões e a escassez de recursos financeiros para implementar as ações necessárias para controle da doença. A RDC, o país mais afetado pelo surto atual, tem registrado a maior parte dos casos de mpox na África.
Desde agosto do ano passado, a OMS revisou a situação da mpox por duas vezes, com a segunda reavaliação levando em consideração o crescimento dos casos e a descoberta de uma cepa mais agressiva do vírus, denominada Clado 1b, que tem se espalhado principalmente por vias sexuais. Essa cepa mais letal tem exigido uma resposta mais intensiva por parte das autoridades sanitárias.
No Brasil, a doença continua presente, embora com menor intensidade, sendo predominante a cepa Clado 2b, considerada mais branda. No entanto, a OMS aponta a necessidade de uma vigilância constante e ações coordenadas para prevenir uma nova expansão, especialmente em países que não estavam habituados à infecção.
O continente africano, onde a mpox é endêmica, tem enfrentado dificuldades com a vacinação, que demorou a chegar, especialmente na RDC, onde a campanha começou apenas em outubro de 2022, dois meses após o decreto de emergência internacional. A Unicef, Gavi, OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) têm apoiado a distribuição da vacina, mas a cobertura ainda precisa ser ampliada.
Com a mpox se tornando uma preocupação global desde 2022, quando ocorreu a primeira disseminação global significativa, a OMS continua sua luta para conter a doença, ajudando os países mais afetados e promovendo medidas preventivas em áreas de risco.
Fonte e foto: OMS