Conhecida como a capital das cachoeiras do Campo das Vertentes, Santa Bárbara do Tugúrio reúne patrimônio natural abundante e uma história que remonta ao século XVIII. Situado em área de relevo privilegiado, o município abriga mais de 50 quedas d’água, além de trilhas e mirantes que atraem visitantes em busca de aventura, contemplação e espiritualidade.
A ocupação da região começou com os índios Purís, pertencentes ao tronco Tupí, que se estabeleceram no interior após pressões de tribos litorâneas e da expansão colonial. Em meados do século XVIII, o casal Fernando José de Almeida e Souza e Bárbara Marcelina de Paula Correia fixou-se na área e fundou a Fazenda Tugúrio. O proprietário, de forte devoção católica, ergueu em suas terras uma capela dedicada a Santa Bárbara, benta em 1764, que se tornou o núcleo inicial do povoado. O nome atual do município une a padroeira ao termo “Tugúrio”, palavra associada ao significado de abrigo ou morada simples, referência à antiga fazenda que originou a localidade.
O ecoturismo destaca-se como principal vocação contemporânea, especialmente no Vale do Sumidouro, onde se concentram diversas quedas d’água. A Cachoeira da Amanda integra um circuito de sete cachoeiras e apresenta formação rochosa que cria uma espécie de concha natural atrás da queda, permitindo ao visitante posicionar-se sob a rocha com menor impacto da água. A tradição popular associa o nome a uma noiva homenageada no local, e moradores relatam enxergar na queda o formato de um vestido. A Cachoeira Alta, com cerca de 11 metros, recebe esse nome por ser observada do alto da Estrada Fazenda do Alto, sendo abastecida pelo Riacho Santa Isabel das Fontes. Já a Cachoeira dos Antunes, formada pelo Riacho dos Moreiras, faz referência a antigos proprietários rurais cujo sobrenome remonta ao século XIX.
O gentílico do município é tuguriense. O distrito foi criado em 1839 e elevado à categoria de município em 30 de dezembro de 1962. A paróquia local, erigida canonicamente em 1941, consolidou a tradição religiosa iniciada no período colonial e permanece como importante referência espiritual para a comunidade.
Entre serras, cursos d’água e manifestações de fé, Santa Bárbara do Tugúrio preserva sua identidade histórica enquanto projeta o turismo sustentável como elemento de desenvolvimento regional.




Por: Neil Halley Sallum Guimarães
FONTE: Prefeitura de Santa Bárbara do Togúrio
FOTOS: Prefeitura de Santa Bárbara do Togúrio
Jornal Panorama Minas – Grande Circulação no Estado de Minas Gerais – Noticiando o Brasil, Minas e o Mundo – 51 anos de jornalismo ético e profissional
