A Rússia prorrogou até o final do ano a proibição de exportações de gasolina e parte das exportações de óleo diesel, numa tentativa de conter a crescente escassez de combustíveis no país. A decisão foi anunciada pelo vice-primeiro-ministro Alexander Novak, que admitiu uma “ligeira escassez” de derivados, supostamente compensada por reservas estratégicas.
A crise energética se intensificou após ataques da Força Aérea ucraniana atingirem refinarias russas, incluindo uma grande unidade da Gazprom em Bashkortostan. Desde março, o Kremlin vem impondo restrições à exportação de combustíveis, e em julho a medida foi ampliada para todos os grandes produtores. Agora, com a situação agravada, o governo russo endurece ainda mais as limitações.
Regiões russas e a Crimeia — território ucraniano anexado pela Rússia em 2014 — já enfrentam racionamento nos postos de gasolina. Segundo a imprensa local, metade das bombas de combustível da península estão fora de operação. Vídeos e relatos apontam para filas quilométricas e alta nos preços. Em Sebastopol, principal cidade da Crimeia, relatos indicam que não há mais gasolina disponível.
A escassez ocorre em meio à redução da produção nas refinarias, impacto direto dos ataques ucranianos no contexto da guerra em curso, embora autoridades russas evitem citar abertamente o conflito como causa do desabastecimento.
Da Redação
Com informações da CNN Brasil.
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