O roubo de joias históricas ocorrido no último domingo (19) na Galeria Apollo do Museu do Louvre, em Paris, trouxe à tona não apenas falhas na segurança da instituição, mas também problemas estruturais antigos que têm se agravado nos últimos anos. A ação criminosa durou apenas sete minutos e levou ao fechamento imediato do museu por todo o dia, conforme informou o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez.
Segundo autoridades francesas, os criminosos tentaram levar a coroa da Imperatriz Eugênie, esposa de Napoleão III. A peça, com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, foi encontrada do lado de fora do museu, danificada. O caso se soma a uma série de alertas recentes sobre a fragilidade do Louvre, incluindo vazamentos, superlotação, problemas de conservação e más condições de trabalho relatadas por funcionários em greve no primeiro semestre deste ano.
Em janeiro, a presidente do museu, Laurence des Cars, enviou um memorando à ministra da Cultura, Rachida Dati, alertando para o estado de deterioração do prédio e a dificuldade em manter os padrões internacionais de atendimento ao público. A carta indicava que a visita ao Louvre se tornou uma “provação física” e que a superlotação colocava em risco a segurança das obras de arte.
Diante dos problemas, o presidente Emmanuel Macron anunciou que a Mona Lisa ganhará uma sala exclusiva dentro de um plano de expansão e modernização do museu, com previsão de conclusão em até 10 anos. O roubo do último domingo, no entanto, reforça a urgência de medidas mais imediatas para preservar a integridade do acervo e garantir a segurança dos visitantes e funcionários.
Da Redação Com informações da CNN Brasil
Foto: Youtube/Museu do Louvre
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