Na segunda-feira, 31 de março, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) divulgou, por meio de publicação no Diário Oficial da União, a resolução que estabelece o reajuste médio dos medicamentos para 2025. O teto máximo de aumento foi fixado em 5,06%, percentual equivalente à inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses. No entanto, esse índice será aplicado a apenas 7,8% dos medicamentos disponíveis no mercado.
O aumento dos preços não será automático e dependerá do envio do relatório de comercialização pelas empresas farmacêuticas à Cmed. Após essa etapa, o reajuste será aplicado gradualmente, à medida que os estoques das farmácias forem repostos. A resolução da Cmed divide os medicamentos em três níveis, de acordo com o grau de concorrência: nível 1 (5,06%), nível 2 (3,83%) e nível 3 (2,6%). A maior parte dos medicamentos, 77,2%, se enquadra no nível 3, enquanto o nível 1 representa apenas 7,8% do total.
Os percentuais de aumento para os medicamentos dos níveis 2 e 3 são os menores desde 2018, quando foram registrados 2,47% e 2,09%, respectivamente. O aumento de 5,06% para os medicamentos do nível 1 é superior ao reajuste de 4,5% em 2024, mas inferior à alta de 5,6% em 2023. O cálculo do reajuste leva em consideração a inflação oficial (IPCA), um fator de produtividade da indústria farmacêutica, um fator de ajuste de preços relativos entre setores e um fator de ajuste com base na concorrência dentro do setor.
Por Eduardo Souza
Com Informações: Agência Brasil
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
