“NÃO SE PRESERVA A MEMÓRIA DE UM POVO

SEM O REGISTRO DE SUA HISTÓRIA”

Mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica moradoras da região do Ribeirão do Onça, na parte Norte da capital, iniciaram, neste mês, o curso de corte e costura ofertado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). A ação, coordenada pela Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) tem sido realizada por meio do Programa PAC Bacias, em parceria com o Instituto da Mulher Amada (IMA), e visa ao fomento da geração de renda e a participação das mulheres a partir das ações do eixo de Desenvolvimento Econômico do empreendimento.

As aulas do curso, que vão até o dia 22 de fevereiro, acontecem nas dependências da ONG IMA, no bairro Novo Aarão Reis. A turma de 15 alunas têm aulas sobre os materiais básicos para confecção de produtos, a escolha de tecidos, desenho de moldes, corte, costura, customização, cálculo de quantidade e custos de tecidos para seus produtos.

Dona Raimunda Souza participa do curso e já começou a ver os benefícios. “Esse curso já representa muito para mim e as outras mulheres participantes porque estamos aprendendo um trabalho artesanal que futuramente pode nos render uma profissão. Além disso, nos dá a oportunidade de sair de nossas casas e ocupar um pouco nossas mentes, pois muitas de nós quase não saímos por motivos de saúde. Acho a iniciativa maravilhosa porque a maioria dos cursos prestados por qualquer instituição são todos pagos e não tenho condições financeiras para pagar nenhum”, explica a aluna.

A equipe social do PAC Bacias também está promovendo o curso de Formação de Grupo de Gestores Locais, que busca promover o engajamento entre os moradores do Novo Aarão Reis, especialmente das áreas delimitadas no trecho da Rua Vinte e Três e da Avenida Um, promovendo a formação de uma rede de relacionamentos e parcerias que possibilite a troca de recursos, habilidades e experiências para promover o desenvolvimento, conservação e manutenção das intervenções, além da execução das propostas de formas de uso e de ocupação coletiva no trecho das áreas do Parque Ciliar Comunitário do Ribeirão Onça.

Trabalho na região

O trabalho da Prefeitura de Belo Horizonte na região foi iniciado em 2015 e já removeu mais de 800 famílias que viviam em áreas de risco geológico.

A Diretora Social da Urbel, Ana Flávia Martins, conta que como resultado do trabalho desenvolvido pela equipe social em parceria com a comunidade na região, o Parque Ciliar já possui jardins, hortas comunitárias, parques, campos de esporte e lazer, áreas de convivência, pomares comunitários e agro florestas.

“Todas essas conquistas contam com a mobilização de grupos, reunidos em função de interesses e temáticas próprias, comprometidos com a transformação do espaço urbano e com a construção colaborativa de um parque comunitário”, concluiu a diretora.

Com informações da Prefeitura de Belo Horizonte

Foto: PBH / Divulgação