O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou, nesta terça-feira (18), que as investigações conduzidas pela PF não identificam qualquer relação entre facções criminosas brasileiras e grupos considerados terroristas por alguns países. A declaração foi feita durante sessão da CPI do Senado que apura a atuação do crime organizado, em Brasília.
Rodrigues respondeu a questionamento do senador Hamilton Mourão, que citou a suposta presença de organizações classificadas como terroristas na região da Tríplice Fronteira. Segundo o diretor-geral, análises aprofundadas não confirmam cooperação entre grupos internacionais e facções nacionais. Ele apontou que esse tipo de associação é, por vezes, utilizado como elemento de pressão geopolítica.
O debate ocorre em meio a movimentos recentes dos Estados Unidos, que oferecem recompensas por informações sobre atividades financeiras do Hezbollah na Tríplice Fronteira e ampliam ações de segurança no Paraguai. Apesar disso, o diretor-geral da PF reiterou que as investigações brasileiras não apontam vínculo concreto entre crime organizado e terrorismo.
O Hezbollah, citado nas discussões, não é classificado como organização terrorista pela ONU, embora seja considerado como tal por países como Estados Unidos, Israel, Reino Unido e Alemanha. A organização atua também como partido político no Líbano.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil
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