A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em 14 de julho de 2025 a recomendação do uso do lenacapavir, medicamento injetável, como alternativa de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP). A substância, administrada apenas duas vezes por ano, surge como uma opção mais duradoura e eficaz em comparação com as pílulas orais, que são utilizadas atualmente para prevenir a infecção. Estudos recentes demonstraram que o lenacapavir teve eficácia de 100% na prevenção do HIV, especialmente entre mulheres, e tem mostrado resultados promissores também em testes com pessoas de diferentes gêneros.
Os dados apresentados em 2024, na 25ª Conferência Internacional sobre a AIDS, revelaram que o lenacapavir impediu quase todas as infecções entre os participantes, o que levou a Organização das Nações Unidas a manifestar otimismo sobre a possibilidade de erradicar a AIDS até 2030. A OMS destacou ainda a estagnação nos esforços de prevenção ao HIV no mundo, com 1,3 milhão de novas infecções registradas em 2024, e alertou para a necessidade de garantir o acesso global ao medicamento, especialmente em países de baixa renda.
Embora o lenacapavir tenha sido aprovado pela FDA nos Estados Unidos, o medicamento ainda não possui registro no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo sua disponibilização no país ainda aguardada. A Gilead Sciences, empresa responsável pela fabricação do medicamento, informou que o processo para submissão do lenacapavir no Brasil está em fase de planejamento interno, sem previsão para a data de aprovação.
Da redação do Jornal Panorama
Com informações: G 1
imagens: FreePik/Imagem Ilustrativa
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