A Difusão Vermelha da Interpol, alerta internacional para a captura de foragidos procurados pelas justiças de seus países, tem atualmente 72 brasileiros entre seus nomes. Desses, sete são mulheres — e suas histórias revelam uma faceta sombria da criminalidade transnacional, marcada por crimes que vão de fraudes financeiras ao assassinato brutal. A inclusão mais recente e de maior repercussão é a da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que entrou na lista após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Zambelli foi sentenciada a 10 anos de prisão por invasão de dispositivo eletrônico — segundo a denúncia, ela teria ordenado ao hacker Walter Delgatti que inserisse um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Após a decisão, anunciou que deixaria o Brasil, alegando estar nos Estados Unidos com planos de seguir para a Itália, onde possui cidadania. No dia seguinte, o ministro Moraes determinou sua prisão preventiva.
Mas Zambelli não está sozinha na lista. A trajetória das outras seis mulheres procuradas é marcada por crimes igualmente graves e, muitas vezes, chocantes.
Heloisa Gonçalves Duque Soares Ribeiro, conhecida como a “Viúva Negra”, figura entre as criminosas mais notórias da lista. Nascida em 1950, ela foi condenada pela morte de um de seus cinco companheiros e é procurada por assassinato e tortura. A alcunha faz alusão ao padrão trágico de seus relacionamentos.
Outra brasileira procurada por homicídio é Silvana Seidler, do Rio Grande do Sul. Ela é acusada de matar a própria filha de apenas sete anos em 2015, crime que causou comoção em Santa Catarina. O corpo da criança foi encontrado dentro de uma caixa de papelão, com sinais de esganadura. Desde então, Silvana está foragida.
Rosirene Vieira, paranaense nascida em 1976, é alvo de difusão vermelha por tráfico internacional de drogas. Com 1,60m de altura e olhos castanhos, a mulher é considerada peça-chave em investigações sobre redes transnacionais de narcotráfico.
A gaúcha Marcia Liziane da Costa Vieira, natural de Santana do Livramento, é procurada por envolvimento em furtos. Nascida em 1985, ela é uma das criminosas mais discretas na lista, mas sua inclusão aponta conexões com crimes patrimoniais reiterados.
Em um campo diferente do crime, Thaynara Caroline Pereira dos Santos, nascida em 1996, é buscada a pedido da Polícia Argentina por associação criminosa e fraude com cartões bancários. Sua atuação se concentrava em esquemas envolvendo cartões de crédito e débito, com danos financeiros a diversos cidadãos argentinos.
Por fim, Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos, incluída na lista vermelha em 2018, é considerada uma das mulheres mais perigosas procuradas no Brasil. Ela estaria ligada a uma organização criminosa e é suspeita de envolvimento na morte de dois líderes do PCC.
Essas mulheres, hoje procuradas internacionalmente, revelam um retrato alarmante da criminalidade de alta periculosidade cometida por brasileiras — muitas vezes em esquemas complexos e com ramificações internacionais. A Difusão Vermelha da Interpol é, nesse cenário, não apenas um instrumento de cooperação policial global, mas também um espelho inquietante da capacidade de articulação e crueldade presentes em parte dessa nova face do crime.
Por: Sérgio Monteiro – Com informações e fontes: Agência Internacionais – CNN –
Foto: Agência Brasil
Jornal Panorama Minas – Grande Circulação – Noticiando o Brasil, Minas e o Mundo – 50 Anos de Jornalismo Ético e Profissional
