O Brasil perdeu nessa terça- feira (18/03) uma de suas maiores lendas do basquete: Wlamir Marques, aos 87 anos. Conhecido como “Diabo Loiro”, Wlamir foi um ícone do esporte, deixando um legado que será eternamente lembrado no cenário nacional e mundial.
Wlamir Marques fez parte da histórica “geração de ouro” do basquete brasileiro, uma geração que colocou o Brasil no topo do mundo. Ele foi bicampeão mundial em 1959, em Santiago, e em 1963, no Rio de Janeiro, conquistando os títulos mais importantes da história do basquete verde-amarelo. Sua habilidade e liderança dentro de quadra ajudaram a consolidar o país como potência no esporte.
Além dos títulos mundiais, Wlamir brilhou em outras competições internacionais, como as medalhas de prata em Mundiais (1954 e 1970), a conquista de dois bronzes nas Olimpíadas de Roma (1960) e Tóquio (1964), e sua destacada participação nos Jogos Pan-Americanos e no Sul-Americano, onde o Brasil se sagrou tetracampeão entre 1958 e 1963.
Em reconhecimento à sua carreira, Wlamir Marques foi induzido ao Hall da Fama da Fiba em agosto de 2023, uma das mais altas honrarias do basquete mundial, em uma cerimônia nas Filipinas.
Sua trajetória nos clubes também é lendária, principalmente no Corinthians, onde defendeu as cores do Timão entre 1962 e 1972. Durante sua passagem pelo clube paulista, ele conquistou três títulos sul-americanos, três campeonatos brasileiros e uma série de vitórias nos campeonatos estaduais, consolidando-se como um dos maiores atletas da história do basquete nacional.
O “Diabo Loiro”, apelido carinhoso que ele recebeu por seu estilo de jogo ousado e sua habilidade incomparável, deixa uma marca indelével na história do basquete. Sua contribuição para o esporte brasileiro e mundial será lembrada para sempre, não apenas pelas medalhas e títulos, mas também pela dedicação e paixão que trouxe a cada jogo.
Com informações e foto da CBB
