Mesmo com a imposição de tarifas sobre carros e peças importadas no início do ano, as montadoras instaladas nos Estados Unidos registraram desempenho financeiro acima das expectativas. Inicialmente considerada uma ameaça ao setor, a política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump acabou sendo atenuada ao longo dos meses, com reduções graduais nas tarifas e flexibilizações regulatórias.
Empresas como Ford e General Motors reduziram suas projeções de perdas com tarifas. A GM, por exemplo, reviu sua estimativa de US$ 5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, enquanto a Ford cortou sua projeção pela metade, de US$ 2 bilhões para US$ 1 bilhão. A Volkswagen também teve impacto nas finanças, mas atribuiu parte do prejuízo a problemas com seus veículos elétricos na Europa e à reorganização da Porsche.
Além disso, o fim das penalidades por descumprimento de regras de emissões resultou em economia significativa para as montadoras. Antes, elas compravam créditos regulatórios de empresas com baixa emissão, como a Tesla. A Ford anunciou que deixará de gastar US$ 2,5 bilhões com esses créditos, enquanto outras empresas planejam expandir a produção de modelos mais lucrativos, como caminhonetes e SUVs.
Mesmo as montadoras asiáticas e europeias, como Hyundai, conseguiram manter a lucratividade ao produzir parte significativa dos veículos diretamente nos EUA. O preço médio dos carros novos subiu cerca de 4%, mas os aumentos não foram diretamente repassados aos consumidores, e sim absorvidos pelas empresas.
Da Redação
Com informações da CNN Brasil
Foto: Divulgação
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