Minas Gerais alcançou um marco importante na conservação ambiental ao chegar a 300 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) reconhecidas no estado. A unidade que simboliza esse número é a RPPN Mundo dos Gigantes, localizada no município de Bocaina de Minas, no Sul de Minas, com uma área preservada de 10 hectares.
Com a inclusão da nova reserva, as RPPNs mineiras somam cerca de 118 mil hectares de áreas naturais protegidas, resultado do compromisso voluntário de proprietários rurais com a preservação ambiental. Além dessas áreas, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reconhece em Minas Gerais outras 99 RPPNs, que juntas abrangem aproximadamente 31.586,74 hectares.
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural são criadas de forma espontânea pelos donos das terras, que assumem o compromisso de conservar a área de maneira perpétua. Nessas unidades, são permitidas atividades como pesquisa científica, educação ambiental e ecoturismo, sempre respeitando os princípios da conservação da natureza.
O modelo também traz vantagens aos proprietários, que mantêm a posse da terra e passam a contar com benefícios como isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) sobre a área protegida, prioridade na análise de projetos ambientais e a possibilidade de apoio técnico dos órgãos ambientais.
Para a diretora de Unidades de Conservação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Letícia Horta, as RPPNs exercem uma função essencial na política ambiental mineira. Segundo ela, essas reservas representam um instrumento estratégico ao incentivar a conservação voluntária, fortalecer a conectividade ecológica, ampliar a proteção da biodiversidade e consolidar parcerias entre o poder público e a sociedade na gestão sustentável do território.
O avanço reforça o papel de Minas Gerais como referência nacional em iniciativas de preservação ambiental aliadas à participação ativa da sociedade.
Fonte e foto: IEF
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