O mercado financeiro reduziu para 4,72% a previsão de inflação para 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), por meio do Boletim Focus. Há uma semana, a estimativa era de 4,80%, e há quatro semanas, de 4,83%. Apesar do recuo, o índice segue acima do teto da meta de inflação, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Os demais indicadores — Produto Interno Bruto (PIB), câmbio e taxa básica de juros (Selic) — mantiveram-se estáveis. A projeção para o PIB de 2025 segue em crescimento de 2,16%, enquanto a taxa Selic deve encerrar o ano em 15% ao ano, mesmo patamar projetado nas últimas 16 semanas. Já o dólar deve ser cotado a R$ 5,43 no fim de 2025.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia da inflação de setembro registrou alta de 0,48%, influenciada principalmente pelo aumento no preço da energia elétrica. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 5,17%, mesmo após apresentar deflação de -0,14% em agosto. Os preços dos alimentos, por outro lado, recuaram pelo quarto mês consecutivo, com queda de 0,35% em setembro.
As projeções do Focus para os anos seguintes seguem estáveis: inflação de 4,28% em 2026 e 3,9% em 2027. O BC avalia que, diante da incerteza internacional e da moderação no crescimento interno, a taxa de juros atual deve ser mantida por um período prolongado, buscando conter a inflação e preservar a estabilidade econômica.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil
Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil
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