A maioria dos países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), incluindo Brasil, México e Colômbia, divulgou nesta quinta-feira (4) uma declaração expressando “profunda preocupação” com a presença militar dos Estados Unidos na região do Caribe. O comunicado cita o envio de um submarino militar norte-americano à costa venezuelana, autorizado pelo governo de Donald Trump, como fator de instabilidade regional.
No documento, os países reforçam que a América Latina e o Caribe são “Zona de Paz” e reiteram compromissos com a solução pacífica de controvérsias, promoção do diálogo e respeito à soberania dos Estados. Assinaram a nota Brasil, México, Colômbia, Bolívia, Chile, Nicarágua, entre outros. Argentina, Equador, Paraguai e Uruguai não subscreveram o texto.
O governo da Venezuela denunciou o deslocamento militar dos EUA como “provocação” e “ameaça direta à soberania”. Washington, por sua vez, informou que a ação faz parte de operações de “rotina de dissuasão”. Fontes militares locais relataram movimentação de caças F-22 em Porto Rico, mas a informação não foi confirmada oficialmente.
A Celac também destacou em sua nota a importância do Tratado de Tlatelolco, que proíbe armas nucleares na região, e reafirmou a necessidade de cooperação multilateral. Paralelamente, o senador norte-americano Marco Rubio defendeu o fortalecimento da presença dos EUA no Caribe, em especial próximo à Venezuela, argumentando tratar-se de medida de segurança.
Da Redação Com informações da Agência Brasil.
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