O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) celebrou a decisão da Justiça do Reino Unido que condenou a mineradora BHP pelo rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em Mariana em 2015. A empresa é acionista da Samarco, responsável pela estrutura que despejou toneladas de rejeitos sobre comunidades e rios, causando 19 mortes.
A coordenadora nacional do MAB, Letícia Oliveira, moradora de Mariana, afirmou que a sentença é um marco para os atingidos, ainda que tardia. Segundo ela, a decisão internacional representa pressão para que medidas mais rigorosas também sejam adotadas no Brasil. O caso agora entra em nova fase para definição do valor e das condições de reparação, processo que pode durar até um ano.
Durante a Cúpula dos Povos, realizada paralelamente à COP30, o MAB e organizações de 45 países lançaram o Movimento Internacional de Atingidos por Barragens, Crimes Socioambientais e Crise Climática. O encontro reuniu 200 delegados e discutiu impactos provocados por hidrelétricas, mineração, barragens de rejeitos, enchentes, petróleo e transição energética.
Em nota, a BHP informou que irá recorrer da decisão britânica. A empresa destacou a participação no acordo firmado em 2024, que prevê R$ 170 bilhões para ações de reparação no Brasil, e afirmou que cerca de R$ 70 bilhões já foram destinados a pagamentos e medidas compensatórias na Bacia do Rio Doce.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil
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