O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve utilizar seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (23), para apresentar contrapontos sutis à política externa dos Estados Unidos, sem realizar críticas diretas ao ex-presidente Donald Trump. A avaliação foi feita pela analista política Clarissa Oliveira durante o Live CNN nesta segunda-feira (22).
A estratégia brasileira concentra-se na defesa do multilateralismo nas relações internacionais, em oposição ao modelo mais unilateral defendido por Washington. A agenda de Lula inclui um evento sobre defesa da democracia contra o extremismo, que neste ano não conta com participação americana, em sinal de distanciamento estratégico entre os dois países.
Outro tema que deve ganhar destaque é o conflito entre Israel e Palestina. A posição crítica do governo brasileiro quanto à condução das ações militares de Israel na Faixa de Gaza representa mais um ponto de divergência com os EUA, que mantêm apoio à política israelense.
A expectativa é que Lula reforce a postura do Brasil como defensor do diálogo multilateral, evitando enfrentamentos diretos, mas deixando claras as diferenças com a política americana em temas globais relevantes.
Da Redação Com informações da CNN Brasil.
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