O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na manhã desta terça-feira (23) na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, reiterando o compromisso do Brasil com o multilateralismo, a soberania nacional e a cooperação internacional. Em fala de cerca de 15 minutos, Lula abordou também direitos sociais, sustentabilidade e a importância da justiça internacional.
Lula condenou a recente decisão dos Estados Unidos de impor sanções a autoridades brasileiras e familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal. “A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”, afirmou, classificando a ação como ingerência externa apoiada por setores da extrema-direita.
O presidente também destacou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro como um marco na defesa da democracia brasileira, afirmando que o país deu um recado claro ao mundo: “Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis.” Ele ainda criticou a associação entre criminalidade e terrorismo na América Latina e defendeu o diálogo como via essencial para a resolução de conflitos, inclusive com a Venezuela.
No trecho mais contundente de seu discurso, Lula afirmou que “nada justifica o genocídio em Gaza”, responsabilizando a comunidade internacional pela omissão diante da crise humanitária. Condenou igualmente os atentados do Hamas e defendeu a criação de um Estado palestino como única forma de garantir a sobrevivência do povo palestino. A fala foi acompanhada por uma comitiva de ministros e ocorre em um momento de tensão diplomática e reconfiguração geopolítica internacional.
Da Redação Com informações da CNN Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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