O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu licença para que a Petrobras inicie a perfuração de poços de petróleo na Foz do Amazonas, região localizada no litoral do Amapá. A decisão ocorre mesmo após três alertas do Ministério Público Federal (MPF) que apontaram riscos ambientais e irregularidades no processo de licenciamento.
A medida foi criticada por ambientalistas, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais que vivem na costa amazônica. A região de Oiapoque, no extremo norte do estado, tem sido palco de mobilizações como a expedição #CostaAmazônicaViva, que denuncia a ausência de consulta às comunidades afetadas e os potenciais danos ao meio ambiente e às populações locais, incluindo quilombolas e povos originários.
A exploração petrolífera em áreas sensíveis como a Foz do Amazonas representa, segundo especialistas, um risco significativo à biodiversidade marinha e aos modos de vida tradicionais. O avanço do projeto, sem diálogo adequado com as populações impactadas, tem sido visto como um retrocesso na política ambiental brasileira.
A campanha pela proteção da costa amazônica continua ganhando força nas redes sociais, com o argumento de que preservar a região é garantir um futuro sustentável, respeitando os direitos dos povos originários e mantendo os ecossistemas marinhos livres de contaminações por petróleo.
Da Redação
Com informações da Greepeace
Foto: BDMC / Divulgação
Jornal Panorama Minas – Grande Circulação no Estado de Minas Gerais – Noticiando o Brasil, Minas e o Mundo – 50 anos de jornalismo ético e profissional
