O Hamas afirmou nesta sexta-feira (19) que a ofensiva terrestre de Israel na Cidade de Gaza elimina qualquer possibilidade de recuperação dos reféns vivos ou mortos detidos pelo grupo. Em comunicado emitido em hebraico e direcionado às Forças Armadas e à liderança de Israel, as Brigadas Al-Qassam, braço militar do Hamas, acusaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de decretar a “sentença de morte” dos prisioneiros.
“Seus prisioneiros estão distribuídos pelos bairros da Cidade de Gaza, e não nos preocuparemos com suas vidas enquanto Netanyahu decidir matá-los”, afirmou a nota. O grupo ainda comparou o destino dos reféns ao do oficial israelense Ron Arad, desaparecido em 1986 após ser capturado no Líbano. Em nova declaração, o Hamas reforçou que Gaza será um “cemitério” para os soldados israelenses.
A incursão terrestre foi precedida por uma intensificação dos bombardeios aéreos e ataques contra prédios na Cidade de Gaza, onde vivem cerca de um milhão de pessoas. Israel tem orientado a retirada dos civis para o sul, mas a capacidade de abrigar os deslocados já está sobrecarregada. Estima-se que 450 mil civis permaneçam na região, segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), embora os dados não tenham sido confirmados de forma independente.
A ofensiva ocorre em meio a alertas da ONU e de entidades humanitárias internacionais sobre o agravamento da crise em Gaza. A fome já foi oficialmente reconhecida em partes do território, enquanto o número de mortos desde outubro de 2023 ultrapassa 65 mil palestinos, de acordo com dados locais.
Da Redação com informações da CNN Brasil.
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