O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), intensificou o combate a fraudes no setor de combustíveis com a operação (PÓS)tumos, iniciada nesta terça-feira (7/10) pela Receita Estadual. A ação teve como alvo 89 postos de combustíveis em seis regiões do estado, com o objetivo de fiscalizar o uso de máquinas de cartão (POS) desvinculadas dos estabelecimentos.
A fraude, que possibilita que valores pagos pelos consumidores não sejam registrados corretamente no sistema oficial dos postos, gera vendas não declaradas e prejudica a arrecadação fiscal. Além de prejudicar o estado, essa irregularidade afeta os empresários honestos e engana os consumidores. Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Gomes, a SEF tem se antecipado para evitar a propagação dessa prática em Minas, utilizando inteligência fiscal para combater a fraude.
As fiscalizações ocorreram simultaneamente em 14 delegacias fiscais, abrangendo as cidades de Divinópolis, Uberlândia, Belo Horizonte, Manhuaçu, Muriaé, Poços de Caldas, Passos, Varginha, Teófilo Otoni, Extrema, Juiz de Fora, Contagem, Uberaba e Patos de Minas. Os postos investigados apresentaram indícios de irregularidades, com emissão de notas fiscais entre abril e junho de 2025, sem a correspondência de movimentação de cartões durante o mesmo período.
Além das ações fiscais, a SEF também conta com a colaboração do consumidor, incentivando a participação na campanha Nota Fiscal Mineira. O programa estimula os clientes a pedirem a nota fiscal e a incluírem o CPF nas compras de combustíveis e lubrificantes. Os bilhetes gerados serão automaticamente duplicados para concorrer ao prêmio de R$ 50 mil, que será sorteado no dia 20 de outubro.
O secretário Luiz Claudio Gomes destaca a importância do papel do consumidor na fiscalização. “Exigir a nota fiscal ao abastecer e conferir o CNPJ impresso no comprovante de pagamento ajuda a identificar fraudes”, afirmou. O ato de conferir os dados e denunciar irregularidades fecha as brechas para pagamentos clandestinos e fortalece o controle fiscal.
A operação (PÓS)tumos integra um esforço maior de combate a fraudes financeiras e o uso de sistemas paralelos. Ela se soma a outras iniciativas, como a operação Carbono Oculto, que investiga o uso de fintechs para lavagem de recursos ilícitos.
Da redação do Jornal Panorama
Com informações: Agência Minas
Imagem: SEF-MG / Divulgação
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